1. "O meu país necessita de renegociar as condições do nosso ajustamento. Digo-o e repito-o. Renegociar as condições de ajustamento com metas e prazo reais."2. "O que vejo com preocupação é que FMI, a Comissão Europeia e o BCE só reagem, só corrigem o caminho depois de se tornar estupidamente óbvio que é preciso mudar de caminho."3. "O novo rumo e a nova política de que Portugal precisa têm de romper com a crescente submissão e subordinação externas."4. "Portugal é um país democrático, é um Estado de Direito com uma ordem constitucional que tem de ser respeitada. E a exigência por esse respeito dá ao Governo possibilidade de exigir melhores condições no campo internacional."
Estas quatro afirmações, feitas em semana louca,
sugerem uma mais do que óbvia linha de pensamento comum: os portugueses têm de
impor limites à troika, ou, pelo menos, devem tentá-lo.
nota
de Cavaco Silva, divulgada após receber, sábado, o primeiro-ministro: "O
Presidente da República reitera o entendimento de que o Governo dispõe de
condições para cumprir o mandato democrático em que foi investido e manifestou
o seu empenho em que sejam honrados os compromissos internacionais assumidos e
em que sejam alcançados e preservados os consensos necessários à salvaguarda do
superior interesse nacional."
Autoras daquelas quatro frases:
António José Seguro (PS),
António Lobo Xavier (CDS-PP, reformador do IRC a
pedido do Governo),
Jerónimo de Sousa (PCP)
Catarina Martins (BE).
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