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quinta-feira, 30 de março de 2017

AS 61 AGÊNCIAS QUE VÃO FECHAR da CGD

AS AGÊNCIAS QUE VÃO FECHAR:

Região Norte
  • Gualtar (Braga)
  • São Lázaro (Porto)
  • Campo-Valongo (Valongo)
  • Ponte da Pedra (Maia)
  • Pinhais da Foz (Porto)
  • Termas S. Vicente (Penafiel)
  • Santa Quitéria (Felgueiras)
  • Fontainhas (Póvoa de Varzim)
  • Senhora da Agonia (Viana do Castelo)
  • Merelim (Braga)
  • Lordelo (Paredes)
  • Pedras Rubras (Maia)
  • Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia)
  • Pádua Correia (Vila Nova de Gaia)
  • Portas Fronhas (Vila do Conde)
Região Centro
  • São Bernardo (Aveiro)
  • Cucujães (Oliveira de Azeméis)
  • Atouguia da Baleia (Peniche)
  • Silvares (Fundão)
  • Febres (Cantanhede)
  • Caranguejeira (Leiria)
  • Pousos (Leiria)
  • Aida (Aveiro)
  • Souselas (Coimbra)
  • Branca (Albergaria-a-Velha)
  • Almeida (Almeida)
  • Universidade de Coimbra (Pólo II) (Coimbra)
  • ISPV (Viseu)
Grande Lisboa
  • Quinta das Conchas (Lisboa)
  • ISEG (Lisboa)
  • Cascais Av. (Cascais)
  • Colares (Sintra)
  • ISEL (Lisboa)
  • Universidade Nova (Lisboa)
  • Palácio da Justiça (Lisboa)
  • Fontes Pereira de Melo (Lisboa)
  • Torres Vedras Sul (Torres Vedras)
  • Sobreiro Curvo (Torres Vedras)
  • Abrigada (Alenquer)
  • Merceana (Alenquer)
  • Brandoa (Amadora)
  • Pólo da Ajuda (Lisboa)
  • Tagus Park (Oeiras)
  • Caneças (Odivelas)
  • Colinas do Cruzeiro (Odivelas)
  • 5 de Outubro (já encerrado) (Lisboa)
Região Sul e Arquipélagos
  • Angra – Avenidas (Angra do Heroísmo)
  • Fajã de Cima (Ponta Delgada)
  • Sobreda da Caparica (Almada)
  • Cacilhas (Almada)
  • Fórum Almada (Almada)
  • Quinta do Amparo (Portimão)
  • Ameijeira (Lagos)
  • Lavradio (Barreiro)
  • Fórum Madeira (Funchal)
  • Alexandre Herculano (Portalegre)
  • Pedro de Santarém (Santarém)
  • Canha (Montijo)
  • Monte Gordo (Vila Real de Santo António)
  • Gambelas (Faro)
  • Santa Margarida (Constância)

Fisco: Senha de acesso ao Portal da AT chega ao telemóvel

Nesta situação, o contribuinte deve entrar no Portal acedendo à opção “recuperar senha” e, caso já tenha o seu telemóvel fiabilizado, pode optar por receber a nova senha por carta (que chegará à sua morada nos cinco dias úteis seguintes) ou escolhendo a opção código SMS, o que lhe permite criar uma nova senha imediatamente. 

Ambos os procedimentos necessitam que o contribuinte responda à pergunta de segurança (que indicou no primeiro registo). Para que o processo seja seguro, antes que a nova senha chegue receberá ainda um código de 5 dígitos (que chegarão por SMS), dispondo de cinco minutos para os digitar no campo respetivo. Cumpridos estes passo é finalmente possível alterar e escolher uma nova senha de acesso. 

Concorrência 'arrasa' mercado do gás e lança farpas aos vendedores

Num relatório extenso, pedido pelo Secretário de Estado da Energia, a Autoridade da Concorrência fala em "barreiras à entrada", "facilidade de colusão" e "exercício de poder" por parte das marcas que comercializam o gás engarrafado.

Segundo o estudo, "identificam-se um conjunto de características da indústria suscetíveis de facilitar a colusão (mesmo que tácita), nomeadamente a concentração elevada, a homogeneidade de produto, a transparência do mercado e monitorização entre operadores, a estrutura de custos potencialmente simétrica, dominada por um input comum sujeitos a choques de preço externos (o gás é cotado por agências de reporte de preços, nomeadamente a Argus e Platts), a existência de barreiras à entrada e os regimes que governam a utilização de instalações de armazenamento partilhadas entre os três principais operadores, em particular, a Sigás em Sines, a CLC em Aveiras e a Pergás em Perafita/Matosinhos, a partir das quais se faz grande parte da logística de importação e transporte do GPL destinado à distribuição em garrafa". 

Noticias (F)alsas pepe rápido....

ALGUNS SITES DE NOTÍCIAS FALSAS:

HISTÓRIAS FALSAS EM PORTUGAL:

Foi há 95 anos...

1922

Belém. Quem passa por aquela zona à beira rio num dia de sol mal repara naquela réplica de aço de um biplano que por ali se encontra. Há quem tire consolo da sombra que aquelas asas oferecem. "Dádiva dos deuses", pensarão quando o calor aperta. E quem, por curiosidade, tenta ler o que naquela placa está gravado é defrontado com um texto quase imperceptível. Culpa de anos e anos de exposição aos elementos. Frio, chuva e calor que fizeram desaparecer aquelas palavras de homenagem. 
Mas essa culpa é também dos que andam por cá: Nós.
Prontos para mais uma noite no LUX. Ou isso ou cruzar o Atlântico sul. 
30 de Março de 1922. Faz hoje noventa e quatro anos (texto de 2016) que de ali próximo descolaram dois portugueses numa máquina construída de tela e madeira: um hidroavião baptizado de “Lusitânia”. Os seus nomes? Gago Coutinho e Sacadura Cabral. O seu destino? Brasil. 
Aquela seria, pela primeira vez na história, uma travessia do Atlântico Sul. E mais do que o feito aeronáutico de levar uma aeronave tão longe seria o feito de lá chegar, ao local exacto: usariam uma inovadora técnica de navegação aérea desenvolvida por Gago Coutinho. 
Um feito épico. Uma viagem em que – mais uma vez – os portugueses demonstrariam que eram capazes de ser empreendedores. Com os tomates no sítio e com a cabeça fria, chegariam lá. E seríamos os primeiros a fazê-lo. Como se aquele espírito das Descobertas ainda vivesse naquelas asas. 
Foram setenta e nove dias. Três aeronaves. Uma amaragem. Uma falha de motor. Certamente muito suor, palavrões e insultos à mistura. E mais de 8000km de viagem. Mas chegaram. Chegaram ao seu destino e fizeram história. 
Foram (e gosto de pensar que ainda são!) o orgulho de um país. Inscreveram Portugal na história aeronáutica e provaram mais uma vez que aquela nação pequena era mesmo valente e capaz de coisas grandiosas. 

E passam noventa e quatro anos. Aquela placa imperceptível continua igual. Como se tal feito fosse cruelmente eliminado da nossa memória colectiva. Pouco se fala. Pouco se comenta. Pouco se lembra. 
Bem sei que hoje chegamos ao Brasil em nove horas. Confortavelmente sentados a 40.000 pés, a olhar pela janela. Até nos chateamos quando a temperatura está um pouco alta na cabine ou o entretenimento a bordo demora muito tempo a iniciar aquele filme que queríamos ver. Mas isso é hoje. Quase um século depois. 
Aqueles dois tipos que deviam ser uma inspiração para todos nós, exemplo de engenho e arte, são infelizmente relegados ao esquecimento. 
Não comemoramos os nossos heróis neste país. Não os celebramos como exemplo do que somos capazes. Como se, de forma algo surpreendente, tivéssemos vergonha das glórias do passado. Não devíamos.
Abano a cabeça em sinal desilusão. Ao menos arranjem aquela porra de placa. 
É o mínimo que podemos fazer. 
E isso não é ser picuinhas. Não é ser saudosista. Não é ser nacionalista. Não.
É tão simplesmente o nosso Dever
Como povo. Como Nação.
www.merlin37.com/1922

Viista de Michelle Bachelet Jeria a Évora


Verónica Michelle Bachelet Jeria (Santiago29 de setembro de 1951) é uma médica e política chilena, atual presidente da República do Chile. Bachelet ostentou a primeira magistratura do país entre o 11 de março de 2006 e 2010, e assumiu novamente o cargo em 11 de março de 2014. Ademais, foi a primeira presidente pró tempore da União de Nações Sul-Americanas, e a primeira encarregada de ONU Mulheres, agência das Nações Unidas para a igualdade de género.





quarta-feira, 29 de março de 2017

Delator Emitiu R$ 1 Bilhão Em Notas Fiscais Falsas Para Repassar Aos Políticos

Alvo de mais uma operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) deflagrada no Rio, o operador Samir Assad, que está preso, é irmão de Adir Assad, que foi apontado como o equivalente do doleiro Alberto Youssef (delator e peça central da Lava-Jato) nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, pela procuradora Mônica de Ré, do Núcleo de Combate à Corrupção do MPF carioca.  Samir Assad foi denunciado por 223 crimes de lavagem de dinheiro – soma das notas fiscais falsas -, falsidade ideológica e por integrar organização criminosa.
Seu irmão, Adir Assad, está preso preventivamente por determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio de Janeiro e por ordem do juiz Sergio Moro, de Curitiba. Adir foi capturado na mesma operação que envolveu o empresário Fernando Cavendish, dono da Construtora Delta, o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o também operador Marcelo Abbud e o ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu.

terça-feira, 28 de março de 2017

Ouça o áudio da conversa entre José Eduardo Cardozo e Silval Barbosa.

Clik para ouvir...

Gilmar Mendes e Cardozo aparecem em grampo conversando com governador investigado por corrupção

Clik e ouça o telefonema...

Não compre estes [olezeites]


Último texto


OPINIÃO
Último texto
Amanhã vou trepar pelas paredes por causa do que esqueci. Muito obrigada a quem fez este jornal.

1. Este será o último texto que escrevo aqui. Põe fim a 20 anos e quero agradecê-los. O PÚBLICO foi um grande jornal do mundo graças a milhares de pessoas. Que bom ter feito parte dessa aventura.

2. Entrei para os quadros deste jornal em Março de 1998. Antes, escrevera nele por um ano, paga à peça, entre 1990 e 1991. A soma dos meus 20 anos remonta, pois, ao arranque do PÚBLICO. Como centenas de jovens de todo o país, tentei entrar para o primeiro grupo de estagiários quando o projecto foi anunciado. Já era jornalista com carteira mas ainda não terminara o curso (Comunicação, na FCSH da Nova). Quem estava a norte fez a prova no Porto. Quem estava a sul, como eu, fez em Lisboa. Lembro-me de uma plateia de cabeças no Fórum Picoas, num sábado de manhã, por certo demasiado cedo. Era 1989, eu tinha 21 anos, fazia noites na rádio, ainda havia estações piratas, escrevíamos à mão. Tempos antes, a TSF abrira candidaturas e as inscrições tinham de ser manuscritas. Chumbei logo nessa etapa (nunca soube o que revela a minha letra). E voltei a chumbar na prova do PÚBLICO: não me chamaram para o grupo dos que iam ser treinados por jornalistas lendários, como Adelino Gomes. Mas recebi uma carta a dizer que poderia propôr textos quando o jornal chegasse às bancas. Agarrei-me a isso, começando pelo Local, editado por Francisco Neves, onde muito aprendi. Ia saltando de secretária consoante quem folgasse. Até que a Paula Torres de Carvalho entrou em licença de parto e por uns meses atribuíram-me o lugar dela na Sociedade. Aquilo era um antro de craques da escrita, desde Rui Cardoso Martins (saído da faculdade) aos veteranos José Amaro Dionísio (poeta que eu lia) ou Rogério Rodrigues (pai de um Tiago então com 13 anos que hoje está no Rossio). O ciclone Vicente Jorge Silva soprava de uma ponta a outra na Quinta do Lambert. Escrevíamos em ecrãs a preto e branco. Os computadores eram umas caixinhas com uma ranhura para as disquetes. As disquetes serviam para transportar textos. As notícias chegavam à sala dos telexes, que jorravam rolos de papel com furinhos. A palavra Internet estava no ovo do futuro. Quando precisávamos de comunicar com o estrangeiro, íamos às máquinas enviar um fax, ou falávamos uma fortuna no telefone fixo. Os primeiros telemóveis de que me lembro são do ano seguinte, uns tijolos que as rádios usavam. Porque, em Março de 1991, quando Francisco Sena Santos se mudou da TSF para as manhãs da Antena 1, fui integrar a equipa dele, com salário fixo.

3. Mas fiz uma perninha no PÚBLICO logo depois, em Agosto, no golpe que levou ao fim da URSS. Eu estava de férias em Moscovo e a rádio ficara com o número de telefone da família que me alojava. Às cinco da manhã, Sena Sentos acordou-me a dizer que Gorbatchov fora sequestrado. Passei a enviada especial da rádio nesse momento. E, como era Agosto, e o correspondente do PÚBLICO, José Milhazes, estava de férias em Portugal, comecei a escrever para o jornal também, até Teresa de Sousa chegar, dias depois. Foi a minha primeira reportagem internacional, sem gravador, computador ou telemóvel. Entrava em directo por aquele telefone fixo do tempo de Brejnev, sendo que aquilo ainda era a URSS. Não podia ligar directamente para o estrangeiro, tinha de agendar com a telefonista. E, para o jornal, escrevia à mão e ditava.

4. Passaram sete anos. Vicente Jorge Silva e Jorge Wemans deixaram o PÚBLICO. O começo de 1998 foi uma fase de transição no jornal, gente a sair, a entrar. Um dia ligou-me a Isabel Salema, que fizera parte daquele primeiro grupo de estagiários (como o Rui e a Alexandra Prado Coelho, que tinham sido da minha turma na faculdade, o Paulo Moura, o Pedro Rosa Mendes, a Bárbara Simões, o Vasco Câmara, tantos outros). Encontrei-me com a Isabel num café das Amoreiras e ela perguntou se eu queria ir para o jornal. Havia duas hipóteses na mesa: ser jornalista do Internacional ou ir editar o suplemento “Leituras”, até aí feito por Tereza Coelho, que acabava de sair. Ambas aconteceram, por essa ordem.

5. O Internacional era uma jóia do PÚBLICO. Ali estavam Teresa de Sousa e Jorge Almeida Fernandes, enciclopédias vivas, mais a enciclopédia de Médio Oriente que era a editora Margarida Santos Lopes. Estava o impassível João Carlos Silva, que parecia nascido para editar, fosse o Internacional ou a revista Pública, durante anos. Estavam jovens grandes repórteres como a Alexandra, o Paulo, o Pedro, jornalistas especialistas em cada parte do mundo, dezenas de correspondentes internacionais. Aquele era o jornal que tinha arrancado na Guerra do Golfo de 1990, com Adelino Gomes e tantos outros como enviados. E continuava a ser. A minha primeira pasta foi Europa de Leste e Rússia (onde eu continuara ir, para a rádio). Assim me achei em Iasnaia Poliana, a terra dos Tolstoi, pelo Verão de 98.

6. Mas a Cultura ia montar uma equipa nova, e meses depois mudei-me para lá. Fui editar a secção, com a Isabel Salema, e o suplemento “Leituras” (que entretanto fora assegurado por Mário Santos, leitor raro, vastíssimo). A Cultura era outra jóia do PÚBLICO, outro antro de craques, todo um histórico desde a fundação, passando pelas barbas do ex-editor Torcato Sepúlveda. Ali moravam críticos de teatro como Manuel João Gomes! O luxo de o ouvir contar dos surrealistas, de Luiza Neto Jorge ou da vantagem de comer sopa logo pela manhã. Ou críticos de música como Fernando Magalhães, um génio que escrevia sobre musas celtas enrolado no cachecol do seu clube. Ali estava o Jaime Rocha dos poemas e das peças, que para nós será sempre Rui Ferreira e Sousa, o cabelo branco mais bonito das redacções. E grandes jovens jornalistas e/ou críticos, que se matavam a trabalhar: Kathleen Gomes, Lucinda Canelas, Joana Gorjão Henriques, Tiago Luz Pedro, Rui Catalão, Pedro Ribeiro. Isto era na Quinta do Lambert, já noutro edifício, mas meio mundo ainda fumava. O Vasco fumava à minha frente, a Isabel fumava à minha esquerda, e eu fumava no meio das torres de livros do “Leituras”, que se acumulavam entre o meu computador e a parede. Mesmo com parede, havia desmoronamentos. E ministros da Cultura que caíam, e ofertas de pancada. A guerra diária tinha muitas frentes, várias páginas conquistadas na reunião de editores da manhã, e ainda havia a guerra semanal dos suplementos. Aquela secção era um reboliço de gente a chegar com discos, a sair com livros, a ir para a rua, várias gerações cruzadas, um caldo de memória do século XX, património e contra-cultura, colectivos e solitários. A gente fechava páginas às tantas da noite, e podia continuar a escrever até chegarem as empregadas da limpeza, e então ia tomar o pequeno-almoço, para voltar à guerra, outra vez.

7. A Cultura teve vários suplementos desde o começo do PÚBLICO. Antes de o milénio virar, passou a ter dois, novos. Um para livros, música clássica, artes e arquitectura, o “Mil Folhas”, de que eu era editora. Outro para cinema, música pop, dança e teatro, o “Y”, de que o Vasco era editor. Foi o Eduardo Prado Coelho que sugeriu Mil Folhas, e eu abandonei logo a minha lista de maus nomes. Foi também o Eduardo que sugeriu jovens estudantes de Letras, como Clara Rowland e Francisco Frazão, para juntar aos muitos críticos já ligados ao jornal. Além de assinar uma página no “Mil Folhas”, o Eduardo foi sempre um conselheiro. Morreu há dez anos, e a falta que nos faz, em humor e inteligência, cultura e argúcia. Ninguém em Portugal ocupou o seu papel, os seus vários papéis. De resto, gostava de ter aqui espaço para agradecer a todos os críticos com quem trabalhei semanalmente, e me aturaram inexperiências, tantas. Além do Eduardo, havia vários colunistas regulares. O Jorge Silva Melo foi um deles, e não há dia em que eu receba aqueles mails dos Artistas Unidos sem lhe tirar o chapéu pela persistência, por tudo o que deu e dá a este país capaz de abandonar os melhores. Um dia, no meio de um descampado, discuti com o Jorge ao telefone, sei lá eu já porquê. Que parvoíce. Que saudades de o ler. Que sorte ter feito parte do meu trabalho ler gente assim, ter feito o “Mil Folhas” quando havia tantas editoras independentes, tê-lo feito com a Ivone Ralha a paginar, e o Jorge Silva como director de arte, sempre a brigar por mais ilustração. Ser possível fazer números especiais quando o Manuel Hermínio Monteiro morreu, a Sophia morreu, o Cesariny morreu (tantos desenhos, fotografias, manuscritos que ficaram algures no PÚBLICO). Poder ter Vítor Silva Tavares a escrever sobre Almada, e bater no computador a “cartinha” dele, que era o texto. Convidar Ernesto Sampaio a escrever crítica de teatro, recebê-lo na redacção, publicar os seus textos. Tantos textos do caraças.

8. Estive na Cultura por anos, com um pé volta e meia no Internacional. No 11 de Setembro, o PÚBLICO já estava no edifício de Picoas (terceira mudança), e atulhámos-nos todos madrugada dentro, para fazer uma segunda edição. Voei para o Paquistão logo a seguir, estive um mês a tentar passar a fronteira afegã, depois esperei sete anos para viajar pelo Afeganistão. Mas pelo meio, aconteceu o Médio Oriente: Israel/Palestina, Iraque, Jordânia, Líbano. E isso tem origem na Cultura. Tudo porque a nova Biblioteca de Alexandria ia abrir na Primavera de 2002, eu queria conhecer a cidade e a inauguração era um bom gancho. Propus ir um mês, como se fosse de férias, mas o jornal dava-me esse tempo, e eu escrevia para o jornal. Só que, quando aterrei no aeroporto do Cairo, a Margarida Santos Lopes ligou-me, e esse telefonema mudou o meu destino. O exército israelita estava a invadir as cidades palestinianas, na sequência de uma série de atentados suicidas. A Margarida perguntava se eu não podia ir cobrir aquilo. Eu não fazia bem ideia do que era aquilo, nem sequer onde era Ramallah, mas fui. Em vez de apanhar um autocarro para Alexandria, apanhei um avião para Jerusalém. Acabei por ir a Alexandria em finais desse ano porque a inauguração da Biblioteca foi adiada, mas a paixão por Jerusalém e tudo em volta dura até hoje, e devo-a à Margarida. Essa Primavera de 2002 teve cerco à Basílica da Natividade, recolher obrigatório em Ramallah, massacre em Jenin, e tiveram de me arrancar de Gaza ao fim de mês e meio a escrever todos os dias, porque já ninguém aguentava mais textos sobre o assunto, nem esperar que eu os enviasse às tantas da noite.

9. Aproveito para agradecer a toda a gente que esperou in extremis por textos meus sem arrancar cabelos, fosse de Gaza ou de Trás-os-Montes. E, a propósito de Trás-os-Montes, este texto é centrado na redacção de Lisboa porque era a minha, mas fui feliz um mês na redacção do Porto, correndo serras e léguas com o Paulo Pimenta ou o Nelson Garrido a fotografar. Tudo o que fizemos, dessa vez ou noutras, da nascente do Sabor ao Padre Fontes, passando pela visita a Margarida Cordeiro, e pelos territórios do cinema de António Reis, está entre as reportagens de que mais gostei na vida.

10. Além da Cultura e do Internacional, trabalhei vários anos na Pública, onde tive outra grande editora, a Dulce Neto. A Joana Amado foi minha editora em diferentes alturas, nomeadamente nos anos do Brasil. Gostaria de ter integrado em algum momento a equipa de José Vítor Malheiros na Ciência. O anjo da guarda da direcção e de todos nós era a Lucília Santos. Secretárias como Isabel Anselmo e Paula Dias não perderam a paciência, idem para desks como Rita Pimenta e Manuela Barreto, ou a telefonista São ou a Leonor Sousa, no Centro de Documentação, que me ajudou tanto. Coadjuvado por Nuno Pacheco, o director que tive por mais tempo foi José Manuel Fernandes, com quem travei dicussões tão épicas como daquela vez em que o relógio dele voou contra o vidro do gabinete. Essa foi por causa do Conselho de Redacção. De resto, da invasão do Iraque ao conflito israelo-palestiniano, estávamos em desacordo em quase tudo. Mas isto nunca se traduziu em qualquer obstáculo a que eu fosse enviada ou escrevesse, que eu saiba. Foi JMF quem deu luz verde a várias propostas minhas, como ir morar para Jerusalém como correspondente improvisada. Também foi ele quem me convidou a escrever crónicas, nem sei bem há quanto tempo, 18 anos? A primeira série chamava-se Erva-moira e era uma tortura tão grande que ao fim de um tempo deixei um bilhete a JMF, a dizer que era melhor esquecermos. Em Jerusalém, voltei a fazer crónicas, chamavam-se Oriente Próximo. Mais tarde, Viagens com Bolso, depois Atlântico-Sul. Optei por deixar os quadros em Dezembro de 2012, quando morava no Rio de Janeiro. Desde então, acordei com o jornal algumas reportagens (primeiro mensais, depois anuais) e uma crónica semanal, que desde a volta do Brasil se chama Não ficções. Esta é a última. Amanhã vou trepar pelas paredes por causa do que esqueci. Muito obrigada a quem fez este jornal, e a quem o leu. O PÚBLICO é desses muitos. Que inspirem quem vier.
Jornalista

Municípios que Vão Devolver IRS em 2017

LISTA DE MUNICÍPIOS QUE LHE VÃO DEVOLVER IRS EM 2017 – % DA DEVOLUÇÃO
MUNICÍPIO                                   COMPARTICIPAÇÃO 
ABRANTES 0,50%
AGUEDA 5,00%
AGUIAR DA BEIRA 2,50%
ALBUFEIRA 5,00%
ALCACER DO SAL 1,00%
ALCOBAÇA 1,25%
ALCOUTIM 5,00%
ALENQUER 0,20%
ALJEZUR 2,00%
ALMEIDA 2,00%
ALTER DO CHÃO 2,50%
ALVITO 0,50%
AMADORA 1,20%
ARCOS DE VALDEVEZ 0,75%
ARGANIL 5,00%
ARMAMAR 5,00%
ARRONCHES 2,50%
ARRUDA DOS VINHOS 0,75%
BELMONTE 2,50%
BOMBARRAL 1,50%
BOTICAS 5,00%
BRAGA 0,45%
CABECEIRAS DE BASTO 0,50%
CALDAS DA RAINHA 2,00%
CAMINHA 3,50%
CARRAZEDA DE ANSIÃES 4,70%
CASCAIS 1,25%
CASTELO DE PAIVA 1,00%
CASTELO DE VIDE 1,50%
CINFÃES 2,00%
COIMBRA 0,50%
CORUCHE 2,00%
ELVAS 2,00%
ESTARREJA 1,50%
FAFE 2,00%
FIGUEIRA DA FOZ 0,50%
FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO 3,00%
FRONTEIRA 3,00%
FUNCHAL 1,00%
GAVIÃO 5,00%
GOIS 2,50%
IDANHA-A-NOVA 5,00%
LAGOA (ALGARVE) 2,00%
LAJES DAS FLORES 1,00%
LISBOA 2,50%
LOULE 1,00%
LOURINHÃ 1,00%
LOUSÃ 1,00%
LOUSADA 1,00%
MAÇÃO 1,00%
MACEDO DE CAVALEIROS 3,00%
MAFRA 0,25%
MANGUALDE 1,00%
MANTEIGAS 5,00%
MEALHADA 3,00%
MERTOLA 1,50%
MOGADOURO 2,50%
MONÇÃO 1,00%
MONCHIQUE 2,50%
MONTIJO 1,00%
MORTAGUA 5,00%
MOURA 2,00%
MURTOSA 1,00%
NISA 2,50%
OBIDOS 4,00%
ODEMIRA 0,25%
OLEIROS 5,00%
OVAR 2,00%
PAREDES 1,00%
PAREDES DE COURA 2,00%
PEDROGÃO GRANDE 2,00%
PENALVA DO CASTELO 1,00%
PENAMACOR 1,00%
PONTA DO SOL 0,50%
PONTE DE LIMA 5,00%
PORTO MONIZ 5,00%
POVOA DE VARZIM 1,00%
RESENDE 5,00%
RIBEIRA DE PENA 5,00%
RIO MAIOR 0,20%
S. JOÃO DA MADEIRA 0,50%
S. JOÃO DA PESQUEIRA 1,00%
SABUGAL 5,00%
SALVATERRA DE MAGOS 1,00%
SANTA CRUZ DAS FLORES 1,00%
SANTA MARTA DE PENAGUIÃO 3,00%
SANTANA 5,00%
SANTO TIRSO 0,25%
SINES 0,10%
SINTRA 1,00%
TRANCOSO 5,00%
VAGOS 0,50%
VALE DE CAMBRA 1,00%
VALENÇA 2,50%
VELAS 2,50%
VILA DE REI 2,50%
VILA FLOR 3,00%
VILA NOVA DA BARQUINHA 0,50%
VILA NOVA DE CERVEIRA 2,50%
VILA VIÇOSA 2,00%
VINHAIS 2,50%
VISEU 1,00%

A MINHA MÚSICA

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