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domingo, 21 de dezembro de 2014

O AVIÃO DE ATAQUE VOUGHT A-7P CORSAIR II - A7P-ESQUADRA 304/302

Foram adquiridas 50 aeronaves sendo 44 A-7P e 6 TA-7P (bilugares), com números de cauda 5501 a 5544 (A-7P) e 5545 a 5550 (TA-7P).
Esses aviões foram modificados e convertidos (no caso do TA-7P) a partir de células excedentes A-7A da USN, dotando-os de reactores TF30-P-408 e com aviónicos semelhantes ao A-7E.
Entraram ao serviço em 1981 e foram abatidos em julho de 1999.
Foram colocados na Base Aérea Nº 5, na Esquadra de Ataque 302 com a missão primária de executar interdição aérea, luta aérea ofensiva e defensiva. Mais tarde, com novos aviões foi constituída a Esquadra 304, a que foram atribuídas as mesmas missões.


Em primeiro com a missão de executar interdição aérea (usar aviões para atacar alvos terrestres longe das forças terrestres amigas), luta aérea (operação aérea contra a capacidade aérea ofensiva (ataque ao solo) e defensiva (defesa aérea) do inimigo para conquistar a superioridade aérea) ofensiva e defensiva, esta aeronave integrou a Esquadra 304, cujas missões eram idênticas.
Atulamente encontra-se à entrada da Base Aérea de Monte Real (Base Aérea n.º 5), situada na localidade de Serra do Porto de Urso, na Esquadra de Ataque 302.
Nos 18 anos ao serviço da FAP foram perdidos 16 aparelhos destes em acidentes.

Características principais: Velocidade máxima: 1.120 km/h; Comprimento: 14,06 m; Envergadura: 11,81 m; Altura: 4,90 m; Armamento: 2 canhões Mk 12, de 20 mm;  
GPS : N 39º 49’ 37.34’’O 8º 52’ 51.21’’

Em 1981 chegam os primeiros A-7P CORSAIR II, que vieram equipar a recém formada Esquadra de Ataque 302 e, em 1984, com a chegada de novos aviões A-7P, foi criada a Esquadra de Ataque 304, constituindo-se como fiel herdeira das tradições da Esquadra 93 "Magníficos" da BA9, em Luanda.
 
A Esquadra 302, desactivada na sequência da reactivação da Esquadra 201, tendo os seus meios humanos e aéreos sido integrados na Esquadra 304 que, por sua vez, seria desactivada com o final da operação do sistema de armas A-7P CORSAIR II.

ACIDENTES
Em Peniche, a FAP perdia um A-7P, no caso o 5516.
Segundo o relato do "Correio da Manhã", cujo recorte publico, o avião sofreu um bird strike, que lhe provocou a paragem do motor.
O Capitão Pilav Pinto Soares (da Esquadra 302) ejectou-se sobre o mar, ainda segundo o CM, duas milhas a norte do Baleal e o aparelho não viria a ser encontrado.

Relato do "Correio da Manhã" de 10 de Março de 1988 
Hora do acidente (15:45h)

A história do A-7P em Portugal está, infelizmente, semeada de acidentes, sobre os quais se derramou muita tinta e alguns juízos sumários, sempre muito apetecíveis quando se trata (tratava) do A-7P.
Mesmo tendo em conta o reduzido tamanho da notícia do Correio da Manhã de 10 de Março de 1988, sobre ela paira uma aura de crítica e de sensacionalismo, terminando a mesma com o tradicional balanço negro das operações do Corsair II em Portugal, aliás também constatável num outro recorte, do extinto "Tal & Qual", em que o mesmo acidente surge escrito, eventualmente, por uma espécie de "estagiário de jornalismo", tal é a ligeireza com que é redigido e a facilidade com que se diz que, de 41 aviões que restavam na altura, apenas meia dúzia está operacional, não se cuidando saber porquê... Tenho a certeza que esta "análise" ao "estado da frota" nunca terá sido feita sob os factos que, facilmente seriam aquilatados.

O "notável" relato do extinto "Tal & Qual",  cuja edição não consigo referenciar com precisão, mas julgo ser do ano de 1989
É que este acidente, antecedeu uma paragem praticamente total da frota, ocorrida em Maio/Junho desse ano, para que todos os aviões fosse inspeccionados, de modo a garantir a segurança em voo.
Passada essa paragem, a frota A-7P voltou em pleno à actividade e muitos milhares de horas foram voados depois disso, pese embora os acidentes ocorridos, mais ou menos normais tendo em conta a idade dos aparelhos e a taxa de esforço a que eram submetidos.
Mas a história do A-7P em Portugal sempre foi polémica...

A-7 - O 15533
Fez em, 25 de Julho passado 19 anos que a FAP perdeu, em acidente, o A-7P 15533.
A perda ocorreu na zona do Baleizão, perto de Beja, tendo o então Maj Pilav Craveiro , piloto da então Esquadra 302 - Falcões conseguido ejectar-se com sucesso. 
(...)
Presidente condecorou Coronel Eurico Craveiro, que vai comandar a Base Aérea n.º 5 

O Presidente da República condecorou, com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Aviz, o Coronel Piloto Aviador Eurico Craveiro, que vai deixar as funções de Assessor Militar do Presidente para a Força Aérea a fim de comandar a Base Aérea n.º 5, em Monte Real.
Este acidente está relatado na primeira pessoa, pela mão do próprio Maj Pilav Eurico Craveiro, no livro "Corsair II - Vought A-7P". Toda a história é bem elucidativa da complexidade de algumas fases da operação do Corsair II na FAP.
Ora neste dia 25 de Julho de 1995, encontrava-me de férias no Baleal, perto de Peniche e a meio da tarde vi uma formação de quatro Jaguares ingleses quase sobre a linha de costa, a uns 4 ou 5 mil pés de altitude.
Para além da emoção de ver o Jaguar, um avião pelo qual sempre nutri enorme simpatia, achei estranho estarem a voar sozinhos, já que sabia que estava a decorrer um "Squadron Exchange" e que seria natural que os A-7P estivessem a voar missões simultâneas com os Jaguares britânicos.

Pouco depois, ouvi na rádio a notícia da queda do A-7P na zona de Beja, por "falha mecânica" mas que o piloto consegui "saltar de pára-quedas do avião" tendo-se, por isso, salvo... Eu sempre gostei da terminologia "simplista" deste tipo de notícias...
A notícia deste acidente deixou-me obviamente triste, pese embora aliviado por não terem ocorrido danos pessoais. É que poucos dias antes, em Monte Real, durante o Festival Aéreo de 1995, o 15533 estava em exposição estática, conforme documentam as duas belas fotos do Paulo "Wildething" Mata.

O 15533 tinha o BuAer 151173, chegou à FAP em 26 de Março de 1985 com 2895.20 horas de voo e voou 1146.50 horas ao serviço da Força Aérea Portuguesa.

1 comentário:

SpyMe disse...

Estava eu a cavar a terra e aparece-me esta medalha.

Esquadra de Ataque 304
NA PAZ... PACÍFICOS
NA GUERRA... TERRÍFICOS
MAGNÍFICOS
BASE AÉREA Nº 5 * MONTE REAL

Ver fotos na minha página do Facebook.


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