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sábado, 22 de novembro de 2014

SÓCRATES - PRESO

José Sócrates, de 57 anos, foi primeiro-ministro de Portugal entre 12 de março de 2005 e 21 de junho de 2011, cumprindo dois mandatos. Na noite de 23 de março de 2011, às 20h20, pediu a demissão da liderança do Executivo do PS, depois de os deputados da Assembleia da República rejeitarem o seu IV Programa de Estabilidade e Crescimento, para combater a recessão económica.

"De forma consciente, a oposição retirou ao Governo todas as condições para governar. Em consequência apresentei ao senhor Presidente da República a demissão do cargo de primeiro-ministro", afirmou José Sócrates no momento em que anunciou a demissão aos portugueses.

Antes de assumir o cargo de primeiro-ministro em 2005, José Sócrates foi secretário de Estado-adjunto no Ministério do Ambiente e ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território durante o Governo de António Guterres - entre 25 de outubro de 1999 e 6 de abril de 2002. O ex-primeiro-ministro foi também um dos responsáveis pela organização do Campeonato Europeu de futebol em Portugal, em 2004.

Entrada na política com a Revolução dos Cravos
A carreira política de Sócrates começou depois do 25 de Abril de 1974, quando fundou a Juventude Social Democrática do PSD da Covilhã, cidade onde passou toda a infância e a adolescência, apesar de ter nascido no Porto.

Em 1981, mudou de filiação política para o PS, onde se mantém até hoje. Dois anos depois, assumiu o cargo de presidente da concelhia da Covilhã e, em 1986, tornou-se presidente da federação distrital de Castelo Branco.

Em 1987, Sócrates deu mais um grande passo na carreira política ao ser eleito, pela primeira vez, deputado à Assembleia da República para representar o distrito de Castelo Branco.

O regresso à televisão em 2013
Atualmente, o antigo chefe de Governo é comentador da RTP. O programa semanal ‘A Opinião de José Sócrates’ tem a duração de 25 minutos. Mas, quando a estação pública de televisão anunciou a contratação do político como comentador, em março do ano passado, foi criada uma petição pública online que contestava a escolha.

"Recusamos liminarmente o branqueamento das ações deste senhor através da televisão, dos atos de despesismo e gestão danosa, que fizeram com que este País andasse para trás e não para a frente", pode ler-se no texto da petição ‘Recusamos a presença de José Sócrates como comentador da RTP’, que foi assinada por mais de 140 mil pessoas.

Ainda no ano passado, Sócrates terminou o mestrado em Ciência Política na Escola Doutoral do Instituto de Estudos Políticos de Paris, acrescentando assim um grau académico à licenciatura em Engenharia Civil que tirou na Universidade Independente.

As maiores polémicas: Independente investiga dossier de Sócrates
Em março de 2007, a Universidade Independente (UnI), onde José Sócrates tirou a licenciatura em Engenharia Civil, abriu um processo de investigação para esclarecer a possibilidade de falhas no dossier da licenciatura do político, entre as quais a divergência entre as notas registadas na pauta e as assinaladas no certificado de habilitações.

"Estamos a tentar perceber se a informação é verdadeira e, a ser, como aconteceu", disse ao Correio da Manhã, na altura, João Carlos Santos, porta-voz da direção da instituição.

Ainda este mês, sete anos depois, a licenciatura do antigo primeiro-ministro, concluída a um domingo, foi abordada pelas juízas e pela procuradora do Ministério Público no julgamento sobre as irregularidades na instituição.

PJ investiga Freeport
A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu, em fevereiro de 2005, documentação relativa ao projeto Freeport em operações de busca no complexo lúdico-comercial e na Câmara Municipal de Alcochete, anunciou na altura José Dias Inocêncio, presidente daquela autarquia.

O licenciamento do Freeport decorreu no Executivo de António Guterres, em que o titular da pasta do Ambiente era Sócrates, e foi fortemente contestado por ambientalistas.

Em julho de 2012, o juiz do caso Freeport garantiu que existiam fortes indícios de pagamentos ilegais no âmbito do processo de licenciamento do Freeport, em 2001, e mandou extrair a certidão para investigar as suspeitas de corrupção, mas em relação a José Sócrates o caso já tinha prescrito.

Fontes do Ministério Público contactadas na altura pelo CM explicaram que se previa um prazo de prescrição de dez anos para o crime de corrupção, razão pela qual o ex-primeiro-ministro nunca poderia ser alvo de um inquérito.

Escândalo Face Oculta
O processo Face Oculta, relacionado com uma rede de corrupção que tinha como objetivo favorecer as empresas do sucateiro Manuel Godinho em negócios com outras empresas privadas e até do Estado, tornou-se público em outubro de 2009.

José Sócrates viu-se envolvido no caso depois de se referir que Armando Vara, ex-ministro socialista e um dos suspeitos, tinha tido conversas com o então primeiro-ministro. Dois anos após a abertura do processo, a TMN referiu que um problema informático levou à perda de todas as informações relacionadas com o caso.

Em setembro deste ano, o Tribunal de Aveiro condenou Armando Vara a cinco anos de prisão efetiva, provando que o ex-ministro socialista recebeu 25 mil euros de Manuel Godinho para facilitar adjudicações.

Lusa ao serviço de Sócrates
Entre 2007 e 2009, durante o primeiro mandato como primeiro-ministro, Sócrates foi acusado de tentar controlar os meios de comunicação social através de atos de censura e perseguição.

Em janeiro de 2012, José Manuel Fernandes, antigo diretor do ‘Público’, afirmou na Comissão Parlamentar de Ética que o "anterior poder político contava com o diretor da agência de informação [Lusa] para contratar jornalistas para garantir a cobertura eleitoral durante as eleições de 2009".

Processos contra jornalistas
José Sócrates processou cinco jornalistas da TVI, três do ‘Público’, um do ‘Diário de Notícias’, a revista de automóveis ‘Autohoje’ e o ‘Correio da Manhã’. Todos os jornalistas acabaram absolvidos.

No caso do Correio da Manhã, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social deu razão ao CM no processo, reconhecendo o direito e o interesse público de escrutinar governantes e outros titulares de cargos públicos e políticos.
Noticias 
O jornal Sol diz (também sem confirmação oficial) que estará em causa uma casa em Paris que foi habitada por José Sócrates quando este deixou o Governo, segundo avança o jornal Expresso. O inquérito, conduzido pelo procurador Rosário Teixeira, pretenderá apurar como foi paga a casa avaliada em três milhões de euros. Sócrates sempre afirmou ter pedido um empréstimo para pagar o apartamento.

Segundo a Sábado, as suspeitas que recaem sobre o antigo primeiro-ministro surgiram na sequência da operação Monte Branco, em que é visado o seu primo José Paulo Bernardo Pinto de Sousa e terão originado uma investigação autónoma. Os visados nesta investigação são José Sócrates, o primo e Carlos Manuel Santos Silva, um administrador do Grupo Lena que é amigo do ex-líder do PS e foi o comprador de três casas à mãe deste por cerca de 700 mil euros.





1 comentário:

SP disse...

Até admito que Sócrates tenha "rabos de palha". Sempre o admiti.
Mas, verdadeiramente, tirando as acusações genéricas, em concreto de que é acusado este homem? Seja hoje, seja ontem?
Ninguém me tira que este homem, com os seus "rabos de palha" é o bode expiatório, é a máscara conveniente duma direita mafiosa e criminosa.
A direita mafiosa e criminosa que cometeu os maiores crimes em Portugal. A direita criminosa dos BPN's, dos BES, dos vistos gold, dos submarinos, do ensino privado, da saúde privada, dos seguros, da banca, dos sobreiros, das casinhas do Vale da Coelha, das ações de favor, do enriquecimento ilícito...
Pois, a direita dos maiores crimes jamais cometidos neste País...
A direita dos grandes "rombos" deste barco que é Portugal!
Daí a oportunidade de prender de forma mediática, como nunca aconteceu neste País, José Sócrates: aquilo que está ser investigado noutros é demasiado perigoso para essa direita: há que abafar!
Alguém duvida que esta investigação sobre Sócrates estava numa gaveta à espera de ser lançada em altura conveniente?!
Pois é esta... é nesta altura em que a direita caminha para uma derrota histórica com Costa, é nesta altura em que é preciso branquear mais um crime em tons laranja, que rebenta uma bomba com Sócrates.
Por trás dos crimes dos vistos gold, que, não duvidem, vão cair no esquecimento, estão, curiosamente, Marques Mendes, Macedo (e vá-se lá saber quem mais), dois dos maiores mafiosos...
Enfim... o circo chegou à cidade e a tenda foi montada...
Esqueçam os vistos gold!
Viva o Sócrates!

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