Transportadora pública chegou ao final de 2012 com capitais próprios
negativos de 866 milhões de euros. Equipa de gestão pede ao Governo
“medidas de reestruturação profundas”.
“A estrutura patrimonial continua cada vez mais desequilibrada, sendo
necessário que o accionista [o Estado] encontre soluções para a
resolução do problema do capital próprio negativo de 865,9 milhões de
euros”, escreve a equipa de gestão no relatório e contas publicado no site da empresa. A situação da empresa agravou-se face a 2011, ano em que o capital próprio foi negativo em 803,3 milhões.
Em 2011 foi alertado pelo SOL que a carris em falência técnica mesmo assim renova a sua frota de luxo dos seus administradores.
Correia da Fonseca, secretário de Estado dos Transportes, e o Presidente da Carris, Silva Rodrigues. © Sara Matos/SOL
A
Carris renovou, em 2010, a frota da administração com quatro carros de
luxo, ano em que a empresa pública fechou as contas com um buraco de
775,5 milhões de euros, avança o Correio da Manhã.
A administração da
empresa alugou um Mercedes E350, um BMW 320D e dois Audi A6 2.0, no
valor total de 176.182 mil euros. Com estes carros, a Carris gastou 3613
euros por mês no ano passado, escreve ainda o CM.
Esta renovação da frota consta do relatório de contas da empresa do ano passado.
Em resposta ao CM, a administração da Carris afirmou que os carros foram «alugados
em substituição de viaturas entretanto abatidas e em cumprimento
escrupuloso foi determinado pela Comissão de Fixação de Vencimentos».
Após os cortes salariais na Função Pública, o presidente ganha 6577 euros brutos mensais e cada vogal 5727 euros.

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