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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Os horríveis alemães, que nos venderam o que quisemos comprar


 
(...)Em poucas palavras, a crítica certeira ao regabofe de despesa pública que foram os últimos 15 anos e, pelo meio, a extraordinária atenuante: a culpa também é dos alemães, que se fartaram de nos vender “brinquedos” caríssimos que agora temos dificuldade em justificar e em pagar. É o que se vai ouvindo por aí: “Os alemães é que a sabem toda, querem a malta no euro para poderem exportar”; ou “A Alemanha é que ganha com a Europa, porque tem aqui mercados para vender os seus produtos”.(...)
(...)Foi, por isso, muito contrariados que durante décadas enchemos as nossas estradas com BMW, Mercedes e Audis, nos quais odiamos ser vistos, fazendo do nosso parque automóvel um dos melhores e mais caros da Europa. E as nossas casas? Há por aí tecnologia chinesa tão boa, mas não pudemos resistir à chantagem germânica e lá enchemos a cozinha de Miele ou de Bosch. Os hospitais, esses, não queriam a tecnologia de saúde da Siemens, mas não tiveram alternativa, tal como as fábricas não conseguiram fugir, como pretendiam, aos sistemas da Thyssen para se equiparem. Sem esquecer todos os que foram obrigados a comprar às químicas e farmacêuticas BASF e Bayer. E a lista podia continuar, sector a sector, empresa a empresa.(...)
Picado daqui

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