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quinta-feira, 24 de maio de 2012

OPERAÇÃO MONTE BRANCO

“Operação Monte Branco”, a história da maior fraude fiscal e branqueamento de capitais em Portugal

Esta quinta-feira, a “Visão” apresenta os segredos da “Operação Monte Branco”. A revista conta a história da rede da maior fraude fiscal e de branqueamento de capitais detetada em Portugal, tendo como cliente Duarte Lima – e, servindo para lavar as fortunas de governantes, autarcas, banqueiros empresários e atletas.

Os tentáculos da rede encabeçada pelo suíço Michel Canals, detido preventivamente esta semana, chegam a Angola e a uma advogada e empresária portuguesa de sucesso administradora de 30 sociedades e empresas chamada Ana Oliveira Bruno.
Investigadores detetaram que advogada e administradora da Newshold angariava clientes angolanos para Michel Canals.

Michel Canals (ex-Director da UBS) dado como cabecilha, Nicola Figueiredo e Francisco Canas ficam detidos após audição pelo Juíz. José Pinto sai em liberdade com caução de 200 000 euros. Todos eram membros da empresa Akoya Asset Management.
Fontes avançam nomes de importantes políticos como envolvidos e que estão já detectados pela justiça. Entre estes, como vai sendo habitual, estão Dias Loureiro e Oliveira e Costa. Aguardam-se novidades nos próximos dias.
A fraude atinge os 1000 milhões de euros.
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Continuam a ser ouvidos pelo Juíz de Instrução Criminal os vários envolvidos nesta operação de lavagem de dinheiro. Surpresas podem acontecer com a revelação de destacados nomes envolvidos.
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Em desenvolvimento
O DCIAP e a Inspecção Tributária prenderam ontem os líderes da maior rede de evasão fiscal e de lavagem de dinheiro até hoje apanhada em Portugal. Operava a partir da Suíça, aproveitava o BPN de Cabo Verde e é usada por empresários, advogados e políticos, como Duarte Lima. Os valores em causa são astronómicos.
Uma rede suíça que proporcionava a evasão fiscal e o branqueamento de capitais portugueses – fraude que se calcula atingir mil milhões de euros – foi esta semana desmantelada pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), numa investigação liderada pela Inspecção Tributária de Braga e do Porto.
Trata-se dos três sócios de uma empresa suíça, a Akoya Asset Management.
Oficialmente, geriam e faziam aplicações de fortunas de clientes portugueses, mas na verdade agenciavam clientes para bancos da Suíça e actuavam como seus testas-de-ferro, criando empresas offshore nas quais era colocado o capital, em manobras de fuga ao fisco e branqueamento de capitais.
Entre os portugueses que utilizavam os serviços da rede encontram-se empresários, advogados e alguns políticos, como Duarte Lima.
A rede era encabeçada por Michel Canals – ex-director executivo do banco UBS (Union de Banques Suisses), onde geria, nomeadamente, as contas conjuntas do magnata Lúcio Tomé Feteira e da sua companheira, Rosalina Ribeiro, e também de Domingos Duarte Lima – e era integrada por dois portugueses residentes na Suíça, José Pinto e Nicolas Figueiredo, também ex-funcionários daquela casa de crédito suíça.
Foram os três detidos ontem, no Porto.
Além destes três indivíduos, foi também preso um intermediário português, que aparentemente vivia da exploração de uma loja de medalhas, de onde lhe vinha a alcunha de 'Zé Medalhas'.
Os arguidos começam hoje a ser ouvidos pelo juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal.
* Com a devida vénia a Felícia Cabrita e ao SOL.
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Mil milhões será o valor da fraude
O antigo presidente do BPN, Oliveira Costa, era um dos clientes da rede de evasão fiscal e de branqueamento de dinheiro sedeada na Suíça e ontem desmantelada pelas autoridades.
A detecção desta rede, aliás, surgiu na sequência das investigações ao BPN, que decorrem desde 2008 no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). Duarte Lima, outro dos clientes que utilizava os serviços desta organização liderada pelo suíço Michel Canals, conforme o SOL hoje noticia, foi confrontado com esse facto e admitiu as ligações a esta rede durante os interrogatórios que prestou nas últimas semanas no inquérito em que é arguido e ao abrigo do qual está preso preventivamente, por burla ao BPN.
Além de Duarte Lima e Oliveira Costa, recorriam a esta rede muitos políticos, empresários e advogados.
'Operação Monte Branco'
Recorde-se que os três líderes da rede e um dos principais intermediários foram ontem presos numa operação do DCIAP, liderada pelo procurador Rosário Teixeira, coadjuvado pela Inspecção Tributária de Aveiro, Braga e Porto, e pela Unidade de Acção Fiscal da GNR.
A operação foi baptizada de 'Monte Branco', a grande montanha da Suíça. No total, estiveram envolvidos 51 agentes, tendo havido buscas em 21 locais – que incluíram escritórios de advogados, bancos e quartos de hotel.
Estima-se que a fraude atinja os mil milhões de euros – o equivalente ao que os portugueses foram obrigados a pagar ao Estado em Dezembro passado, a título de imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal.

* Fonte: SOL.

Ana Oliveira Bruno, tendo tomado conhecimento da publicação de artigos, nomeadamente em títulos do Grupo Impresa, que pretenderão relacioná-la com o processo designado ‘Operação Monte Branco’, vem pública e veementemente demarcar-se da participação em qualquer tipo de rede criminosa e manifestar a sua mais profunda indignação com as insinuações neles contidas, aliás, desprovidas de qualquer base probatória.
Mais acrescenta que, sendo evidente a intenção de tais artigos de denegrir o seu bom nome e prejudicar a sua actividade profissional, não pode deixar de repudiar o fito dos seus autores, bem como de todos os responsáveis pela sua publicação e divulgação, e de retirar as inerentes consequências legais, reagindo no âmbito das instâncias competentes.

Banqueiros do BES terão sido alvo de escutas telefónicas no âmbito da Operação Monte Branco

Ricardo Salgado, presidente da comissão executiva do BES terá sido alvo de escutas telefónicas no âmbito da operação Monte Branco. Uma investigação de um esquema de fraude fiscal para movimentar milhões de euros para o estrangeiro. De acordo com a revista Sábado,também José Maria Ricciardi, presidente do BES investimentos terá tido o telefone sobre escuta durante vários meses.

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