Esta quinta-feira, a “Visão” apresenta os segredos da “Operação Monte Branco”. A revista conta a história da rede da maior fraude fiscal e de branqueamento de capitais detetada em Portugal, tendo como cliente Duarte Lima – e, servindo para lavar as fortunas de governantes, autarcas, banqueiros empresários e atletas.
Os tentáculos da rede
encabeçada pelo suíço Michel Canals, detido preventivamente esta semana, chegam
a Angola e a uma advogada e empresária portuguesa de sucesso administradora de
30 sociedades e empresas chamada Ana Oliveira Bruno.
Investigadores detetaram
que advogada e administradora da Newshold angariava clientes angolanos para
Michel Canals.
Michel Canals (ex-Director da
UBS) dado como cabecilha, Nicola Figueiredo e Francisco Canas ficam
detidos após audição pelo Juíz. José Pinto sai em liberdade com caução
de 200 000 euros. Todos eram membros da empresa Akoya Asset Management.
Fontes avançam nomes de
importantes políticos como envolvidos e que estão já detectados pela
justiça. Entre estes, como vai sendo habitual, estão Dias Loureiro e Oliveira e Costa. Aguardam-se novidades nos próximos dias.
A fraude atinge os 1000 milhões de euros.
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Continuam a ser ouvidos pelo
Juíz de Instrução Criminal os vários envolvidos nesta operação de
lavagem de dinheiro. Surpresas podem acontecer com a revelação de
destacados nomes envolvidos.
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Em desenvolvimento
O
DCIAP e a Inspecção Tributária prenderam ontem os líderes da maior rede
de evasão fiscal e de lavagem de dinheiro até hoje apanhada em Portugal.
Operava a partir da Suíça, aproveitava o BPN de Cabo Verde e é usada
por empresários, advogados e políticos, como Duarte Lima. Os valores em
causa são astronómicos.
Uma
rede suíça que proporcionava a evasão fiscal e o branqueamento de
capitais portugueses – fraude que se calcula atingir mil milhões de
euros – foi esta semana desmantelada pelo Departamento Central de
Investigação e Acção Penal (DCIAP), numa investigação liderada pela
Inspecção Tributária de Braga e do Porto.
Trata-se dos três sócios de uma empresa suíça, a Akoya Asset Management.
Oficialmente,
geriam e faziam aplicações de fortunas de clientes portugueses, mas na
verdade agenciavam clientes para bancos da Suíça e actuavam como seus
testas-de-ferro, criando empresas offshore nas quais era colocado o
capital, em manobras de fuga ao fisco e branqueamento de capitais.
Entre
os portugueses que utilizavam os serviços da rede encontram-se
empresários, advogados e alguns políticos, como Duarte Lima.
A rede era encabeçada por Michel Canals – ex-director executivo do banco UBS (Union de Banques Suisses),
onde geria, nomeadamente, as contas conjuntas do magnata Lúcio Tomé
Feteira e da sua companheira, Rosalina Ribeiro, e também de Domingos
Duarte Lima – e era integrada por dois portugueses residentes na Suíça, José Pinto e Nicolas Figueiredo, também ex-funcionários daquela casa de crédito suíça.
Foram os três detidos ontem, no Porto.
Além
destes três indivíduos, foi também preso um intermediário português,
que aparentemente vivia da exploração de uma loja de medalhas, de onde
lhe vinha a alcunha de 'Zé Medalhas'.
Os arguidos começam hoje a ser ouvidos pelo juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal.
* Com a devida vénia a Felícia Cabrita e ao SOL.
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Mil milhões será o valor da fraude
O
antigo presidente do BPN, Oliveira Costa, era um dos clientes da rede de
evasão fiscal e de branqueamento de dinheiro sedeada na Suíça e ontem
desmantelada pelas autoridades.
A
detecção desta rede, aliás, surgiu na sequência das investigações ao
BPN, que decorrem desde 2008 no Departamento Central de Investigação e
Acção Penal (DCIAP). Duarte Lima, outro dos clientes que utilizava os
serviços desta organização liderada pelo suíço Michel Canals, conforme o
SOL hoje noticia, foi confrontado com esse facto e admitiu as ligações a
esta rede durante os interrogatórios que prestou nas últimas semanas no
inquérito em que é arguido e ao abrigo do qual está preso
preventivamente, por burla ao BPN.
Além de Duarte Lima e Oliveira Costa, recorriam a esta rede muitos políticos, empresários e advogados.
'Operação Monte Branco'
Recorde-se que os três líderes
da rede e um dos principais intermediários foram ontem presos numa
operação do DCIAP, liderada pelo procurador Rosário Teixeira, coadjuvado
pela Inspecção Tributária de Aveiro, Braga e Porto, e pela Unidade de
Acção Fiscal da GNR.
A operação foi baptizada de
'Monte Branco', a grande montanha da Suíça. No total, estiveram
envolvidos 51 agentes, tendo havido buscas em 21 locais – que incluíram
escritórios de advogados, bancos e quartos de hotel.
Estima-se que a fraude atinja
os mil milhões de euros – o equivalente ao que os portugueses foram
obrigados a pagar ao Estado em Dezembro passado, a título de imposto
extraordinário sobre o subsídio de Natal.
* Fonte: SOL.
Ana
Oliveira Bruno, tendo tomado conhecimento da publicação de artigos,
nomeadamente em títulos do Grupo Impresa, que pretenderão relacioná-la
com o processo designado ‘Operação Monte Branco’, vem pública e
veementemente demarcar-se da participação em qualquer tipo de rede
criminosa e manifestar a sua mais profunda indignação com as insinuações
neles contidas, aliás, desprovidas de qualquer base probatória.
Mais
acrescenta que, sendo evidente a intenção de tais artigos de denegrir o
seu bom nome e prejudicar a sua actividade profissional, não pode deixar
de repudiar o fito dos seus autores, bem como de todos os responsáveis
pela sua publicação e divulgação, e de retirar as inerentes
consequências legais, reagindo no âmbito das instâncias competentes.
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