A carta, de uma página, manuscrita, foi entregue no Tribunal da Relação de Lisboa no dia 8 de Abril deste ano. No documento, Carlos Silvino, principal arguido do processo Casa Pia pede para ser ouvido "com urgência" pela juíza Guilhermina Freitas "a fim de lhe transmitir de viva voz toda a verdade sobre os factos do processo que não passa de uma monstruosa mentira montada pela PJ, MP, (...) bem como pelas falsas vítimas".
Durante o julgamento, Carlos Silvino confessou praticamente todos os crimes de que era acusado e foi condenado a 18 anos de prisão efetiva. Não está preso porque a sentença ainda não transitou em julgado e está a ser apreciada no Tribunal da Relação de Lisboa.
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| Clique na imagem para ler o original da carta manuscrita que Bibi enviou ao tribunal |
Meses depois, dispensou o advogado José Maria Martins e deu uma entrevista à revista Focus a desmentir o envolvimento dos outros arguidos em abusos sexuais e a garantir que ele próprio era inocente e heterossexual.
Nesta carta, que o Expresso teve acesso e publica em exclusivo, Silvino diz que foi vítima "de manipulação" por parte dos inspetores Dias André e Rosa Mota e que só confessou porque estava "sob forte medicação". "Acabei por me incriminar a mim por forma inconsciente, bem como a pessoas que também não cometeram qualquer crime".
Um juiz do tribunal da Relação que pede para não ser identificado diz que a juíza só ouvirá Silvino "se entender que tem de fazer renovação de prova, o que não é nada habitual".
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