BPN codificava documentos importantes para evitar controlo do Banco de Portugal
No dia em que o tribunal dispensou Oliveira Costa de comparecer às sessões do julgamento do caso BPN - por razões de saúde -, uma das principais testemunhas do processo, Carvalho Silva, revelou que o banco codificava documentos que eram ilegíveis em computadores comuns, iludindo assim os controlos do Banco de Portugal.
(Foto: Pedro Cunha)
Carvalho Silva, inspector de Finanças que colaborou com a investigação do processo, revelou que nas buscas foi armazenada informação num disco externo - o apenso 33 com 260 gigabites. Por estar codificada, só foi possível aceder à leitura dos documentos com o recurso à perícia forense. (...)
(...)
Um dos temas que estiveram em cima da mesa do colectivo de juízes, liderado por Luís Ribeiro, foi precisamente o relacionado com pedidos de escusa de assistência às audiências entregues pela Labicer, por Luís Alves, por Oliveira e Costa, por António Franco (Angola), por Hernâni Ferreira (Suécia) e por Telmo Reis (Itália). O juiz deferiu todos os pedidos, com excepção dos apresentados pela Labicer (cujo representante ontem faltou ao julgamento) e por Luís Alves, mas explicou que podem voltar a requerer, noutros termos, as dispensas.(...)
Sem comentários:
Enviar um comentário