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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Processo avança...mas devagar...


BPN codificava documentos importantes para evitar controlo do Banco de Portugal


No dia em que o tribunal dispensou Oliveira Costa de comparecer às sessões do julgamento do caso BPN - por razões de saúde -, uma das principais testemunhas do processo, Carvalho Silva, revelou que o banco codificava documentos que eram ilegíveis em computadores comuns, iludindo assim os controlos do Banco de Portugal.
<p>Oliveira Costa foi dispensado por motivos de saúde</p> Oliveira Costa foi dispensado por motivos de saúde
 (Foto: Pedro Cunha)
Carvalho Silva, inspector de Finanças que colaborou com a investigação do processo, revelou que nas buscas foi armazenada informação num disco externo - o apenso 33 com 260 gigabites. Por estar codificada, só foi possível aceder à leitura dos documentos com o recurso à perícia forense.  (...)
(...) 
Um dos temas que estiveram em cima da mesa do colectivo de juízes, liderado por Luís Ribeiro, foi precisamente o relacionado com pedidos de escusa de assistência às audiências entregues pela Labicer, por Luís Alves, por Oliveira e Costa, por António Franco (Angola), por Hernâni Ferreira (Suécia) e por Telmo Reis (Itália). O juiz deferiu todos os pedidos, com excepção dos apresentados pela Labicer (cujo representante ontem faltou ao julgamento) e por Luís Alves, mas explicou que podem voltar a requerer, noutros termos, as dispensas.(...)

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