BPP. Buscas em casa de antigos gestores e junto de advogados
por Inês Cardoso , Publicado em 12 de Novembro de 2010 |
Processo dura há cerca de dois anos e investiga suspeitas de manipulação de contabilidade e transferências ilícitas para contas offshore

Dois anos depois do início da investigação ao Banco Privado Português (BPP), a Polícia Judiciária realizou ontem novas buscas em casa de suspeitos de crimes económicos, entre os quais ex-administradores e o antigo presidente do banco, João Rendeiro, arguido no processo. Fonte ligada à investigação confirmou que também houve diligências junto de advogados.
Falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal, abuso de confiança, gestão danosa e burla qualificada são eventuais ilícitos em investigação pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa. Há suspeitas de manipulação da contabilidade e transferências ilícitas para contas offshore, num valor que ronda os 50 milhões de euros.
O inquérito foi aberto há cerca de dois anos e especula-se que estará para breve o despacho final, mas o Ministério Público não confirma essa informação, tendo ontem deixado sem resposta um pedido de esclarecimento feito pelo i. O processo está ainda abrangido por segredo de justiça.
Há um ano e meio, foi constituído arguido um advogado da sociedade PLMJ, de que José Miguel Júdice é um dos sócios. O episódio causou na altura aceso debate, com a Ordem dos Advogados a acusar o Ministério Público de pôr em causa a relação de confiança entre defensor e defendido, recorrendo de forma abusiva à apreensão de documentos em escritórios.
João Rendeiro foi o quinto arguido conhecido no processo, em Julho do ano passado. Na altura foi-lhe aplicada a medida de coacção menos gravosa, termo de identidade e residência. Outros dos arguidos são dois antigos administradores e Mário Sampaio, pequeno accionista da Privado Holding (sociedade que controla 100% do capital do BPP), que terá sido usado como "testa-de-ferro" em operações financeiras offshore.
A falta de liquidez da instituição motivou a intervenção do Banco de Portugal, no final de 2008. Em meados de Abril foi retirada a licença bancária ao BPP e nomeada a comissão liquidatária, presidida por Luís Máximo dos Santos, que se encontra em funções. Inês Cardoso
Falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal, abuso de confiança, gestão danosa e burla qualificada são eventuais ilícitos em investigação pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa. Há suspeitas de manipulação da contabilidade e transferências ilícitas para contas offshore, num valor que ronda os 50 milhões de euros.
O inquérito foi aberto há cerca de dois anos e especula-se que estará para breve o despacho final, mas o Ministério Público não confirma essa informação, tendo ontem deixado sem resposta um pedido de esclarecimento feito pelo i. O processo está ainda abrangido por segredo de justiça.
Há um ano e meio, foi constituído arguido um advogado da sociedade PLMJ, de que José Miguel Júdice é um dos sócios. O episódio causou na altura aceso debate, com a Ordem dos Advogados a acusar o Ministério Público de pôr em causa a relação de confiança entre defensor e defendido, recorrendo de forma abusiva à apreensão de documentos em escritórios.
João Rendeiro foi o quinto arguido conhecido no processo, em Julho do ano passado. Na altura foi-lhe aplicada a medida de coacção menos gravosa, termo de identidade e residência. Outros dos arguidos são dois antigos administradores e Mário Sampaio, pequeno accionista da Privado Holding (sociedade que controla 100% do capital do BPP), que terá sido usado como "testa-de-ferro" em operações financeiras offshore.
A falta de liquidez da instituição motivou a intervenção do Banco de Portugal, no final de 2008. Em meados de Abril foi retirada a licença bancária ao BPP e nomeada a comissão liquidatária, presidida por Luís Máximo dos Santos, que se encontra em funções. Inês Cardoso
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