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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

CGTP anuncia greve geral no dia do seu 40ª aniversário

Carvalho da Silva, líder da CGTP









A CGTP vai anunciar hoje, dia em que comemora 40 anos de existência, uma greve geral para 24 de novembro contra as medidas de austeridade.

A central sindical tinha decidido comemorar o seu aniversário com uma Assembleia de dirigentes e ativistas sindicais sem saber que esta iria servir de palco para o anuncio da sua sexta greve geral.

Após o anúncio do Governo, na quarta feira, de novas medidas de austeridade, entre as quais cortes salariais na Administração Publica e o aumento do IVA, o Conselho Nacional da CGTP considerou que a resposta a dar era a greve geral.

A CGTP, na altura Intersindical, foi criada há 40 anos pela iniciativa de quatro sindicatos que tomaram consciência de que os trabalhadores portugueses precisavam de uma organização unitária que os ajudasse a obter melhores condições de vida e de trabalho.

Os sindicatos dos Caixeiros de Lisboa, do Pessoal da Indústria de Lanifícios de Lisboa, dos Técnicos e Operários Metalúrgicos de Lisboa e dos Bancários do mesmo distrito enviaram a 01 de outubro de 1970 um convite a outros sindicatos para um encontro de trabalho "para estudo de alguns aspetos da vida sindical".

Os temas propostos para discussão foram nessa altura as convenções coletivas de trabalho, o horário de trabalho, a censura e a liberdade de reunião.

Apesar da repressão política exercida (alguns dirigentes foram presos pela polícia política), até ao final do ano o movimento intersindical alargou-se a 21 sindicatos, não parando de crescer até abril de 1974, altura em que já integrava mais de meia centena de movimentos.

Com a revolução de Abril de 1974, a Inter conseguiu que a Junta de Salvação Nacional declarasse o dia 1 de Maio Dia do Trabalhador e feriado nacional.

No período pós 25 de Abril, a central conseguiu "importantes conquistas laborais e sindicais", nomeadamente aumentos substanciais dos salários, 13.º mês, um mês de férias pagas e respetivo subsídio, o Salário Mínimo Nacional, a proibição de despedimentos sem justa causa e o direito à greve.

Com 11 congressos realizados, a CGTP tem atualmente 103 sindicatos filiados, 10 federações, 22 uniões distritais, representando cerca de 727.000 trabalhadores.

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