Este é um dos mais antigos
e característicos processos de pesca artesanal, que muito se pratica nesta
praia invulgar, onde do pontão sul, que separa a localidade da mata atlântica,
se consegue ver os restos de um cargueiro que aí encalhou, há cerca de 30 anos.
Parece que transportava madeira e foi ao fundo devido a duas vagas
consecutivas: uma que fez deslizar a carga do navio, que estaria mal estivada,
outra que apanhou o barco meio adornado e fê-lo encalhar nos bancos de areia
próximos da costa. Perigos do tempo e do mar!
Perigos que, ainda hoje, são enfrentados pelos pescadores da Praia da Leirosa, homens corajosos que resistem e lutam para manter viva a tradição da Arte Xávega. O processo de pesca artesanal, cujo nome é originário da palavra árabe xábaka, que significa rede, e é usado tanto para definir rede para pesca de arrasto como para o próprio barco (de fundo chato) que transporta a rede para o lanço. Arte Xávega é o processo de pesca ao cerco em que a embarcação vai ao mar lançar as redes, ficando um dos extremos em terra e o outro extremo arrastado ao largo algumas centenas de metros. À medida que a faina se aproxima de terra, fecha-se a “largada” e puxa-se para terra toda a rede lançada. Tarefa, actualmente, feita com a ajuda de tractores, mas que em tempos foi suportada por juntas de bois e força braçal.





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