O Eurostat divulgou recentemente
estatísticas para vários países da União Europeia que atentam do número
de anos que uma pessoa de 65 anos pode esperar viver sem limitações
funcionais/incapacidade (esperança de vida sem incapacidade física). Se é
certo que a esperança de vida tem vindo a aumentar, quando se medem os
anos de vida com qualidade (acima dos 65 anos) esses números revelam uma
realidade bem diferente, usando por comparação a última informação
disponível que permite comparar 1995 com 2011. O portal Pordata sintetiza essa comparação apresentando dados para os países da UE.
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Portugal, em 1995, tinha uma esperança
de vida sem incapacidade física de 8,3 anos acima dos 65 enquanto em
2011, e apesar da subida da esperança de vida genérica, quando
condicionada à ausência de incapacidade física, o indicador desceu para
7,9 anos. Desagregando por sexo a situação revela-se particularmente
pior para as mulheres que, entre 1995 e 2011, perderam 3,5 anos, em
média, de vida com qualidade, ou seja, têm 6,4 anos de vida com
qualidade além dos 65 anos, quando em 1995 tinham 7,9 anos.
A nível europeu, a Dinamarca parece ser
um dos país mais admiráveis quanto à evolução desde indicador pois
aumentou significativamente a esperança de vida sem incapacidade e
regista um dos valores mais elevados entre os países com estatísticas
disponíveis (cerca do dobro do registado me Portugal). A Alemanha, a
título de curiosidade, está longe de ser referencial, apresenta aliás,
um dos piores valores tendo-se degradado imenso a situação entre 1995 e
2011.
A forma de evitar essa penalização é trabalhar mais alguns meses: 4 meses se tem 40 ou mais anos de descontos ou 10 meses se tem entre 15 a 24 anos de descontos.
Taxa de Bonificação Mensal |
Situação do Beneficiário |
|
Idade do Trabalhador |
Carreira Contributiva (em anos) |
Taxa de Bonificação Mensal |
Superior a 65 anos |
15 a 24 |
0,33% |
25 a 34 |
0,50% |
35 a 39 |
0,65% |
Superior a 40 |
1,00% |
Um exemplo, se tem
entre 15 a 24 anos de descontos e atinge o limite da reforma em 2011,
vai perder 3,14% da pensão devido ao factor de sustentabilidade das
pensões. Como recebe mais 0,33% da pensão por cada mês que trabalha além
da idade limite da reforma (ver os escalões acima indicados) terá de
trabalhar cerca de 10 meses (3,14/0,33=9,5) para repor o que iria
perder.
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