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sábado, 7 de janeiro de 2017

MÁRIO SOARES 1924/2017

7 DE DEZEMBRO DE 1924

Nascimento

Nasce em Lisboa, filho de João Lopes Soares e de Elisa Nobre Soares

MAIO 1943

Início da vida política

Integra o movimento de Unidade Anti-fascista (MUNAF)

8 DE OUTUBRO DE 1945

Integra o MUD

Fundador do Movimento de Unidade Democrática (MUD) juvenil. Preso pela PIDE
MANUEL MENDES/MNAC - MUSEU DO CHIADO
Reunião de constituição do MUD no Centro Escolar Republicano Almirante Reis. Destacam-se, entre outros, Maria Palmira Tito de Morais, Maria Isabel Aboim Inglês, Manuel Valadares, Luís Navarro Soeiro, Avelino Cunhal, Vasco da Gama Fernandes e Mário de Castro

1947

Prisão

Preso pela PIDE

1949

Com Norton de Matos

Secretário da Comissão Central da Candidatura do General Norton de Matos à Presidência da República. Preso pela quarta vez pela PIDE

1950

Sai do PCP

Detido pela PIDE. Afasta-se do PCP juntamente com Fernando Piteira Santos e Francisco Ramos de Almeida

1951

Licenciatura

Conclui licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas

1953

Resistência

Funda com Manuel Mendes, Piteira Santos, Gustavo Soromenho e Ramos da Costa a Resistência Republicana e Socialista
AMS - ARQUIVO MÁRIO SOARES

1956

Directório

Integra o Directório Democrático-Social, dirigido por António Sérgio, Jaime Cortesão e Azevedo Gomes, em representação da Resistência Republicana e Socialista
SAM PAYO/AMS - ARQUIVO MÁRIO SOARES

1957

Advogado

Conclui licenciatura em Direito

CLAUDINO MADEIRA/AMS - ARQUIVO MÁRIO SOARES
Mário Soares, o general Humberto Delgado durante a romagem do 5 de Outubro de 1958 ao Alto de S. João

1958

Com Delgado Pertence à Comissão da Candidatur  do General Humberto Delgado à Presidência da República


AMS - ARQUIVO MÁRIO SOARES

1959

Revolta

Envolvido na “Revolta da Sé”, conspiração desmantelada pela PIDE. Participa nas iniciativas das Juntas de Acção Patriótica

1960

Prisão

Preso pela PIDE

1961

Democratização

Redactor e signatário do Programa para a Democratização da República com José Ribeiro dos Santos, Ramos da Costa e Piteira Santos

1963

“Tempo e o Modo”

Colaborador do “Tempo e o Modo”, revista fundada e dirigida por António Alçada Baptista
DR
Os três fundadores da ASP, em Genebra, em Abril de 1964. Mário Soares, Francisco Ramos da Costa (ao centro) e Manuel Tito de Morais

ABRIL 1964

Acção Socialista

Funda em Genebra a Acção Socialista Popular, com Manuel Tito de Morais e Ramos da Costa

1965

Oposição Democrática

Candidato a deputado pela Oposição Democrática
Humberto Delgado

1965

Prisão

Mário Soares e Fernando Abranches Ferrão são constituídos advogados da viúva e dos três filhos do General Humberto Delgado assassinado pela PIDE em Espanha. Soares é preso pela PIDE com Abranches Ferrão, Raul Rego, Pires de Lima e Catanho de Menezes quando saiam para Espanha a fim de assistir às exéquias do General Delgado

13 DE DEZEMBRO DE 1967

Prisão

Preso em 13 de Dezembro pela PIDE acusado de prestar “informações falsas e difamatórias à imprensa internacional susceptíveis de prejudicar o bom nome de Portugal”

19 DE MARÇO DE 1968

Deportação

Preso pela PIDE a 19 de Março é-lhe anunciada a sua deportação por tempo indeterminado para São Tomé. Com a substituição de Oliveira Salazar por Marcelo Caetano é-lhe fixado um ano de exílio a contar da data de prisão

1969

Candidato da CEUD

Candidato a deputado nas listas da Comissão Eleitoral de Unidade Democrática (CEUD).

MAIO 1969

Congresso

Participa no II Congresso Republicano de Aveiro

1970

Exílio

Forçado ao exílio em França

1973

"Portugal Amordaçado"

Publica em França “Portugal Baillonnè” [Portugal Amordaçado]
Fundação do PS em Bad Munstereifel

19 DE ABRIL DE 1973

Fundação do PS

Participa no Congresso da fundação do PS, na Alemanha

MAIO 1973

I Congresso

No I Congresso, Mário Soares é eleito secretário-geral

28 DE ABRIL DE 1974

25 de Abril

Após a “Revolução dos Cravos” chega a Portugal de comboio vindo de Paris, acompanhado por Maria Barroso, tito de Morais, Ramos da Costa e Fernando Oneto

2 DE MAIO DE 1974

Mudanças

Em avião da TAP fretado pela Junta de Salvação Nacional, Soares desloca-se às capitais europeias dos países membros da então Comunidade Económica Europeia, e ao Vaticano, para explicar as mudanças ocorridas em Portugal

16 DE MAIO DE 1974

Negociações com o PAIGC

Como ministro recém-empossado, Soares parte para Dakar para as primeiras negociações com o PAIGC (Partido Africano para a Independência de Guiné e Cabo Verde)
Tomada de posse do I Governo Provisório

16 DE MAIO DE 1974 — 17 DE JULHO DE 1974

Ministro

É ministro dos Negócios Estrangeiros do Iº Governo Provisório, chefiado por Adelino da Palma Carlos

17 DE JULHO DE 1974 — 1 DE OUTUBRO DE 1974

II Governo Provisório

Ministro dos Negócios Estrangeiros do IIº Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves

SETEMBRO 1974

PS e PCP

Delegações do Comité Central do PCP e do Conselho Directivo do PS reúnem-se em Paris
AMS
Encontro de Mário Soares com Samora Machel em Lusaca

5 DE SETEMBRO DE 1974

Com Melo Antunes e Almeida Santos, Mário Soares assina, em Lusaca, com Samora Machel, o cessar-fogo com a FRELIMO

1 DE OUTUBRO DE 1974 — 26 DE MARÇO DE 1975

III Governo Provisório

Ministro dos Negócios Estrangeiros do III Governo Provisório de Vasco Gonçalves
IN MÁRIO SOARES - UMA FOTOBIOGRAFIA (ARQUIVO MÁRIO SOARES)
Alegre, Soares e Zenha num desfile em Maio de 75

14 DE JANEIRO DE 1975

Com Salgado Zenha e Manuel Alegre

Soares é, com Francisco Salgado Zenha e Manuel Alegre, um dos oradores do comício no Pavilhão dos Desportos de Lisboa contra a Unicidade Sindical.
Acordo de Alvor

15 DE JANEIRO DE 1975

Cimeira de Alvor

Termina a Cimeira de Alvor com a assinatura do acordo entre Portugal a FNLA, MPLA e UNITA que fixa em 11 de Novembro a independência de Angola
Vasco Gonçalves

26 DE MARÇO DE 1975 — 8 DE AGOSTO DE 1975

IVº Governo Provisório

É ministro sem Pasta do IVº Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves.

25 DE ABRIL DE 1975

Deputado PS

Eleito deputado pelo PS à Assembleia Constituinte.
RÁDIO RENASCENÇA
Militares ocupam estúdios da Rádio Renascença

10 DE JULHO DE 1975

Abandona Governo Provisório

Na sequência da ocupação do Diário República e da ocupação da Rádio Renascença, Mário Soares e os ministros socialistas abandonam o IVº Governo Provisório.

19 DE JULHO DE 1975

Contra o PREC

Soares é o principal orador do discurso na Fonte Luminosa, de Lisboa, contra o denominado PREC [Processo Revolucionário em Curso]
Fonte Luminosa, Alameda, 1975

19 DE JULHO DE 1975

Discurso na Fonte Luminosa

Soares é o principal orador do discurso na Fonte Luminosa, de Lisboa, contra o denominado PREC [Processo Revolucionário em Curso]

1 DE AGOSTO DE 1975

Contra o PREC

Mário Soares escreve duas cartas abertas ao então Presidente daRepública, Costa Gomes, criticando os acontecimentos do PREC. A primeira carta coincide com a divulgação, a 6 de Agosto, do “Documento dos Nove”, de um grupo de militares liderados por Melo Antunes apresentado a Costa Gomes, no qual se instava à instauração de uma democracia pluralista e à continuação dos trabalhos da Assembleia Constituinte para a redacção da Constituição da República
Francisco da Costa Gomes

8 DE AGOSTO DE 1975 — 1 DE SETEMBRO DE 1975

Cartas Abertas

Mário Soares escreve duas cartas abertas ao então Presidente da República, Costa Gomes, criticando os acontecimentos do PREC. A primeira carta coincide com a divulgação, a 6 de Agosto, do “Documento dos Nove”, de um grupo de militares liderados por Melo Antunes apresentado a Costa Gomes, no qual se instava à instauração de uma democracia pluralista e à continuação dos trabalhos da Assembleia Constituinte para a redacção da Constituição da República

6 DE NOVEMBRO DE 1975

Soares vs Cunhal

Frente a frente na RTP entre Mário Soares e Álvaro Cunhal, secretário-geral do PCP.

1976

Internacional Socialista

Soares é eleito vice-presidente da Internacional Socialista.

25 DE ABRIL DE 1976

Primeiro-ministro

PS ganha as eleições e Mário Soares é primeiro-ministro do I.º Governo Constitucional de 23 de Julho a 23 de Janeiro de 1978.
Mário Soares e Freitas do Amaral assinam o Acordo PS/CDS para a Constituição do II Governo Constitucional

23 DE JANEIRO DE 1978

II Governo Constitucional

Soares é primeiro-ministro do II Governo Constitucional até 29 de Agosto, em coligação com o CDS.

1983

Conselho de Estado

Eleito membro do Conselho de Estado pela Assembleia da República.
Mário Soares com Mota Pinto

8 DE JUNHO DE 1983

IX Governo constitucional

Com base nos resultados das eleições de 25 de Abril, Mário Soares é primeiro-ministro do IX Governo constitucional até 6 de Novembro de 1983, em coligação pós-eleitoral com o PSD.
ALFREDO CUNHA/ARQUIVO

12 DE JUNHO DE 1985

CEE

Como primeiro-ministro, Soares assina o tratado de adesão à CEE no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

1986

IS

Nomeado Presidente Honorário da Internacional Socialista.
CARLOS LOPES/ARQUIVO Comício das presidenciais

26 DE JANEIRO DE 1986

Presidente da República

Candidata-se a Presidente da República e, apesar de vários candidaturas à esquerda – Francisco Salgado Zenha e Maria de Lurdes Pintassilgo, passa à segunda volta, na qual derrota o candidato Freitas do Amaral. Mário Soares passa a ser o primeiro Presidente da República civil eleito directamente.
BRUNO PORTELA Com Basílio Horta

13 DE JANEIRO DE 1991

Primeira Volta

Eleito à primeira volta para Presidente da República

1996

Conselho de Estado

Membro do Conselho de Estado por inerência, como antigo Presidente da República.
MANUEL ROBERTO

Campanha para as Europeias

1999

PE

Eleito deputado ao Parlamento Europeu.
PAULO PIMENTA
Campanha das Presidenciais 2006

21 DE AGOSTO DE 2005

Terceiro Mandato

Apresenta no hotel Altis, em Lisboa, o manifesto eleitoral da sua terceira candidatura à Presidência da República.

SÉRGIO AZENHA/ARQUIVO

21 DE JANEIRO DE 2006

Derrota

Mário Soares obtém cerca de 14% dos votos nas Presidenciais ganhas à primeira volta por Aníbal Cavaco Silva.

6 DE ABRIL DE 2011

Resgate

José Sócrates pede ajuda externa. Soares contou em 2012 que teve uma "discussão gravíssima" com o então primeiro-ministro para o convencer. "Discutimos brutalmente, mas amigavelmente, eu sempre a convencê-lo e ele a não estar convencido. E depois o ministro das Finanças interveio, mais tarde, e ele acabou por ceder perante a evidência das coisas", contou Soares na apresentação do livro "Um Político Assume-se"
NUNO FERREIRA SANTOS

30 DE MAIO DE 2014

Apoio a Costa

Numa prova de que manteve sempre influência no PS, Mário Soares escreve um artigo no Público em que declara apoio a António Costa na corrida contra António José Seguro. "António Costa é uma nova esperança para todo o povo que tem sofrido tanto com este Governo. E basta isso para que todos nos disponhamos a lutar ao lado dele. É o que farei."

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