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sábado, 2 de janeiro de 2016

O que acontece quando o capitalismo se “uberiza”

A luta entre a Uber e os taxistas não é um fenómeno isolado. A chamada economia on demand, em que os serviços estão à distância de uma aplicação de telemóvel, está a revolucionar o capitalismo. Conheça as empresas que já funcionam assim.


Como serão as empresas e os trabalhadores de um futuro que já começou?
Tomemos o exemplo da Uber, aplicação móvel que liga motoristas privados a clientes, avaliada em 45 mil milhões de euros. Através de um smartphone, o cliente pede um carro e o motorista mais próximo segue ao seu encontro. Os motoristas não são empregados da Uber; são “parceiros”.
Quer isto dizer que não têm um vínculo laboral. Usam a sua própria viatura, pagam do seu bolso a gasolina e a manutenção do carro, e recebem 80% do valor de uma corrida; os restantes 20% são a comissão da Uber.
Há quem veja aqui uma excelente oportunidade para desempregados ou para quem precise de uma segunda fonte de rendimento, alem do emprego habitual. Mas há também quem considere que estamos perante o início de uma perigosa alteração das relações laborais: esqueçam as 40 horas semanais, aqui quanto mais horas se trabalha mais se ganha; esqueçam o pagamento de horas extraordinárias, trabalho aos fins-de-semana e feriados ou por turnos; esqueçam o ordenado certo ao fim do mês e os descontos do patrão para a Segurança Social...
Os benefícios compensam os malefícios?

Uber

Fundada em 2009, em San Francisco, EUA, por Travis Kalanick e Garrett Camp, a empresa está hoje avaliada em 45 mil milhões de euros. Tornou--se um colosso mundial, estando presente em 65 países. Os taxistas profissionais estão de cabeça perdida com 
a concorrência 
da Uber.

Airbnb

A Airbnb é uma plataforma de aluguer de casas, quartos, sofás ou castelos, presente em 190 países e 34 mil cidades. Fundada em San Francisco, EUA, está avaliada em 22 mil milhões de euros. Oferece mais quartos do que as redes Intercontinental, Hilton ou Marriott.

Doctor on Demand

Criada pelo Dr. Phil McGraw, um conhecido psicólogo com um programa de televisão, a aplicação Doctor on Demand coloca o cliente cara a cara com um médico... através do ecrã do telefone. As "videoconsultas" custam 40 dólares.

TaskRabbit

Baseada no conceito "vizinho ajuda vizinho", esta aplicação oferece uma série de "tarefeiros" para as atividades domésticas (ir às compras, passear o cão, limpar a casa, etc.). Neste caso, "vizinho paga a vizinho" e a empresa cobra uma taxa por cada tarefa.

Alibaba

É o maior bazar do mundo. A empresa do chinês Jack Ma vende de tudo um pouco e vale 134 mil milhões de euros. É a grande concorrente da Amazon e do eBay, tendo períodos em que vende mais do que estes dois juntos.

Amazon

A empresa de Jeff Bezos vale 290 mil milhões de euros (mais de uma vez e meia a economia portuguesa num ano). Lançou o Mechanical Turk, um mercado de trabalho online, onde as empresas podem ir procurar tarefeiros, a quem dão trabalhos pontuais.

Showroomprive

O site desta multinacional francesa, avaliada em 670 milhões de euros, funciona como um clube (com 20 milhões de membros) onde são disponibilizadas, com desconto, as sobras das coleções das grandes marcas

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