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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Vitorino e a "Sagrada Família"

António Vitorino tornou-se sócio da empresa Cuatrecasas quando ainda era deputado, em 2005. O seu currículo empresarial rivaliza com o político, o que perturba o objectivo Belém.

"Neste momento, além de sócio da sociedade de advogados Cuatrecasas (que resultou de uma fusão com a antigo sociedade de André Gonçalves Pereira, António Vitorino é também presidente da Assembleia-Geral da Brisa, auto-estradas de Portugal, presidente do Conselho Fiscal da Siemens Portugal, presidente da mesa da Assembleia Geral da Novabase SPGS, presidente da mesa da Assembleia Geral do Banco Santander Totta, presidente da mesa da Assembleia Geral  da Finpro SPGS, entre outras. O cargo mais recente foi ocupado em Março de 2014, na sequência da privatização dos CTT. Vitorino foi nomeado vogal não executivo do Conselho de Administração dos CTT, para o biénio 2014/2016." fonte
Gustavo Sampaio no livro “Os facilitadores” 
 Sinopse

Ajustes directos, contratos swap, PPP (nos sectores da saúde, educação, águas, resíduos, vias rodoviárias e ferroviárias, etc.), privatizações de empresas públicas, concessões e subconcessões, contratos de exploração a meio século, auto-estradas com portagens virtuais, rendas excessivas no sector energético, mais-valias decorrentes da venda de gás natural não partilhadas com os consumidores, aumentos das taxas nos aeroportos nacionais, direitos adquiridos sobre pontes e aeroportos que ainda não foram construídos, indemnizações devidas por causa de projectos adiados, ou mudanças de sede fiscal para a Holanda ou para a Zona Franca da Madeira... Quase todos estes contratos, negócios e direitos adquiridos foram assessorados, intermediados, aconselhados, estruturados, facilitados pelas principais sociedades de advogados que operam em Portugal. As que mais facturam. Quer do lado do Estado, em representação do interesse público, quer do lado do sector privado, defendendo os interesses empresariais dos respectivos clientes. Ou em ambos os lados, muitas vezes em simultâneo, por entre indícios de conflitos de interesses. O jornalista Gustavo Sampaio, autor do bestseller Os Privilegiados, apresenta uma investigação jornalística rigorosa e inédita que, pela primeira vez, revela e sistematiza as listas de clientes das maiores sociedades de advogados, as interligações políticas e empresariais (desde o recrutamento de ex-políticos ou políticos no activo até à acumulação de cargos de administração em grandes empresas), as participações no âmbito da produção legislativa ou da actividade regulatória, entre outros elementos. Este trabalho de investigação, a compilação de factos e o cruzamento de dados compõem um retrato impressionante sobre a triangulação de interesses entre o poder político, o mundo empresarial e os consórcios de advocacia, desafiando o leitor através de um conjunto de questões, nomeadamente:- As sociedades de advogados são uma peça essencial no mecanismo de aparente captura do poder político pelo poder económico e financeiro?- Além de assessorarem e facilitarem, as sociedades de advogados também acabam por - de algum modo - incitar, promover, influenciar ou pressionar para que todos estes contratos e negócios se concretizem?Será legítimo - ou recomendável - que as mesmas sociedades de advogados participem tanto na negociação como na renegociação, ou seja, tanto na blindagem como na posterior desblindagem desses contratos e negócios, ora do lado do Estado ora do lado do sector privado?Os Facilitadores de Gustavo Sampaio
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Em entrevista a Anabela Mota Ribeiro, publicada no Jornal de Negócios em 2011, a jornalista confronta o político: “O que se diz é que ‘o Vitorino quer ganhar dinheiro cá fora’. O ex-ministro que se demitiu por não ter pago o imposto de sisa, responde: “Em Portugal as pessoas acham que ganhar dinheiro é pecado, há ainda uma costela judaico-cristã muito forte. Quem deu 25 anos da sua vida à causa pública tem alguma autoridade para perguntar o que fizeram pelo país os que atiram essa pedra”. Nova pergunta: “É uma pedra que magoa?”. Resposta: “Não. É censura moral, it’s a fact of life, há que viver com ela”. 

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