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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Quem nos vai governar...

“Sou teimoso e persistente. Não desisto com facilidade”, costuma dizer de si próprio. Aos 54 anos, António Luís Santos da Costa chega ao lugar que já foi de Mário Soares, António Guterres e José Sócrates. É o 13º primeiro-ministro desde 1976

Ministro das Finanças: doutorado em Harvard, polémico, liberal

Mário Centeno, 48 anos, o economista que coordenou o grupo de peritos que elaborou o cenário macroeconómico e as propostas que serviram de base à vertente económica do programa de governo do PS, já deixou de ser um ilustre desconhecido para a maioria dos portugueses.

Ministro-adjunto: Eduardo Cabrita, o homem de mão de Costa

Ministro dos Negócios Estrangeiros: Santos Silva, um homem polivalente

Ministra da Presidência: Maria Manuel Leitão Marques, a senhora “Simplex”

Tem 63 anos e é professora catedrática da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES) da mesma universidade. Casada com um dos 'pais' da Constituição, Vital Moreira, começou a sua atividade política no MES (Movimento de Esquerda Socialista), mas foi com o PS que chegou a assumir responsabilidades governativas. Curiosamente, foi António Costa quem sugeriu o seu nome em 2005 para assegurar a megatarefa de reformar o Estado.

Ministra da Justiça: Francisca Van Dunem, uma das surpresas de Costa

Francisca Van Dunem é um nome de topo entre os magistrados portugueses. Procuradora-geral-adjunta, que dirige atualmente a procuradoria-geral distrital de Lisboa, é conhecida pelo seu espírito reservado. Será a primeira magistrada a assumir funções ministeriais depois de Laborinho Lúcio, nos anos oitenta.

Ministra da Administração Interna: Constança Urbano de Sousa, a segunda vez com Costa

Constança Urbano de Sousa, 48 anos, é investigadora, especialista em Segurança e Justiça da União Europeia, imigração e direito de asilo. Em 2005, António Costa, então ministro de Estado e da Administração Interna, chamou-a para o assessorar juridicamente nestas questões. Foi das suas mãos que saiu o anteprojecto da (então) nova lei da nacionalidade, que entrou em vigor em dezembro de 2006. Agora, Costa chama-a novamente, mas para ministra.

Ministro da Defesa: Azeredo Lopes, de comunicador para a tropa

Fez quase toda a sua carreira na Academia, na área do Direito e das ciências jurídico-políticas. A partir de 2002, acumula a docência na Universidade Católica do Porto com a participação no Grupo de Trabalho do Serviço Público de Televisão, uma ideia do então ministro da Presidência do Governo de Durão Barroso, Nuno Morais Sarmento, para reformar a televisão pública.

Ministro do Planeamento: Pedro Marques, um dos homens da reforma de 2007 da Segurança Social

Pedro Marques é economista e foi secretário de Estado de Vieira da Silva no Ministério da Segurança Social (entre 2005 e 2011, nos dois governos Sócrates). Participou, ao lado de Vieira da Silva, na reforma da Segurança Social de 2007, que, entre outras coisas, introduziu o fator de sustentabilidade que faz depender a pensão da esperança de vida.

Ministro da Economia: Manuel Caldeira Cabral, economista de Seguro e Costa

Manuel Caldeira Cabral, 47 anos, economista e professor da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, era há muito dado como ministeriável num governo do PS, tanto com António Costa como ainda com António José Seguro, sendo-lhe apontada a pasta da Economia.

Ministro da Segurança Social: Vieira da Silva, de volta ao lugar onde foi feliz

José António Vieira da Silva, 62 anos, licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, atual deputado (cabeça-de-lista) pelo círculo eleitoral de Santarém, é o novo ministro do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social. Volta ao lugar que ocupou no primeiro governo de Sócrates, entre 2005 e 2009, e onde levou a cabo uma das mais importantes reformas estruturais realizadas no país.

Ministro da Saúde: Adalberto Campos Fernandes, o médico que contestou o “caminho mais fácil”

 Os socialistas voltam a entregar a pasta da Saúde a um médico. Depois de Ana Jorge, pediatra, é agora a vez de Adalberto Campos Fernandes, especialista em saúde pública. Esteve ao lado de António José Seguro e foi escolhido por António Costa para coordenar a área da Saúde no programa de Governo. Chega a ministro com 57 anos e poucos dias depois de obter o doutoramento. Defendeu a tese de que "a combinação público-privado" tem "ganhos de eficiência, mas não necessariamente melhoria da saúde".

 

Ministro da Educação: Tiago Brandão Rodrigues, um dos mais novos de sempre

Depois de 15 anos a estudar e a trabalhar no estrangeiro, o cientista Tiago Brandão Rodrigues, investigador na área do cancro, voltou este ano a Portugal a convite de António Costa. Aos 38 anos, aceitou trocar um lugar na prestigiada Universidade de Cambridge para concorrer como cabeça-de-lista do PS por Viana do Castelo às legislativas do passado dia 4 de outubro. Nunca foi militante do partido, mas sempre se considerou "um homem de esquerda". E é num governo socialista, apoiado pelos partidos da esquerda, que chega agora à pasta da Educação.

Ministro do Ensino Superior e da Ciência: o regresso do “discípulo” de Gago

Durante seis anos, nos dois governos de Sócrates, foi secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do ex-ministro Mariano Gago, entretanto falecido. O currículo é extenso – licenciou-se em Engenharia Mecânica no Técnico, doutorou-se no Imperial College (Reino Unido), foi professor visitante em Harvard (EUA) e regressou ao Técnico, onde é professor catedrático e director do Centro de Estudos, Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento, In+.

Ministro do Ambiente: João Matos Fernandes, um homem de “consensos” para acalmar a crispação nas águas

João Matos Fernandes é o homem do "lobby" do norte que vai ocupar a pasta do Ambiente, que passa a ser também da Mobilidade no Governo de António Costa. 
O engenheiro civil, de 48 anos, deixa agora o cargo de presidente do conselho de administração da empresa Águas do Porto para tutelar o ministério que enfrenta a crispação dos autarcas devido à reestruturação do setor das águas. É público que tem sido um crítico deste processo. Mas, diz quem o conhece, "é um homem de consensos e cumprirá diciplinadamente o que o Governo determinar". No programa do PS consta que a reestruturação das águas não deve ser feita contra a vontade dos autarcas e Matos Fernandes "perfila-se para o diálogo".

Ministro da Agricultura: Capoulas Santos, o regresso do “melhor eurodeputado” da área

Luís Manuel Capoulas Santos será o novo ministro da Agricultura no Governo liderado por António Costa, assumindo uma pasta que conhece bem: foi secretário de Estado da Agricultura entre 1995 e 1998 e ministro da Agricultura de 1998 a 2002.

Ministra do Mar: Ana Paula Vitorino, do betão para o oceano

Eleita para a Assembleia da República pelo círculo do Porto, Ana Paula Vitorino prepara-se agora para assumir a pasta que estava nas mãos de Assunção Cristas: será a ministra do Mar no novo Executivo de António Costa, depois de quatro anos a fazer oposição ao Governo de Pedro Passos Coelho.
Ana Paula Vitorino, 53 anos, é licenciada em Engenharia Civil, com um mestrado em Transportes. E foi nesta última área que mais se notabilizou, ao assumir o cargo de secretária de Estado dos Transportes no primeiro Governo de José Sócrates (entre 2005 e 2009).

Ministro da Cultura: João Soares, finalmente o Governo

Se "filho de peixe sabe nadar", o provérbio aplica-se a dobrar a João Soares. Filho de Maria Barroso e de Mário Soares, a política corre-lhe nas veias desde sempre. Aos 16 anos, ainda no liceu, começa a dar o rosto na luta contra a ditadura formando a comissão Pró-Associação dos Liceus, que reclamava mais direitos para os estudantes.

Pedro Nuno Santos

O futuro secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares

Mariana Vieira da Silva, secretária de estado adjunta de Costa

É dos elementos da nova geração socialista que apoia António Costa. Mariana Vieira da Silva, 37 anos, filha do antigo e novamente ministro Vieira da Silva, socióloga de profissão, já conhece os corredores do poder.

Miguel Prata Roque: um crítico da venda da TAP na secretaria de Estado da Presidência do Conselho de Ministros

O especialista em Direito Administrativo Miguel Prata Roque, que integrou o primeiro Governo de José Sócrates como adjunto do ministro dos Assuntos Parlamentares entre 2005 e 2007, é o novo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.
Doutorado em Ciências Jurídico-Políticas e professor na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Miguel Prata Roque foi até 2014 assessor do gabinete de juízes do Tribunal Constitucional.

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