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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

GEBALIS MAIS UMA VERGONHA

Ismael Pimentel, 48 anos, é suspeito do crime de burla e arrisca uma pena de prisão

"O ex-administrador da empresa lisboeta Gebalis Mário Peças, o ex-deputado Ismael Pimentel e um terceiro arguido foram nesta segunda-feira condenados a penas de prisão entre os dois anos e nove meses e três anos e nove meses por peculato e falsificação. Os três podem ver a pena suspensa caso devolvam parte do dinheiro do qual se apropriaram indevidamente". fonte

"O Ministério Público (MP) pediu nesta terça-feira a condenação de um ex-administrador da empresa municipal Gebalis, de Lisboa, de um ex-deputado e de um terceiro elemento, acusados de peculato e falsificação, enquanto os advogados dos arguidos defenderam a sua absolvição." fonte


Entre Março de 2006 e Outubro de 2007, a então administração da Gebalis gastou com cartões de crédito 64 413 euros, como o CM revelou, em refeições em restaurantes no País e no estrangeiro, muitos deles de luxo.
Para a defesa da Gebalis, neste caso os ex-gestores usaram os cartões de crédito 'em proveito próprio e de seus amigos e ainda de outras pessoas', de cujo convívio beneficiaram 'no seu percurso profissional, político ou financeiro'.
PERFIS DOS ARGUIDOS
FRANCISCO RIBEIRO
Francisco Ribeiro nasceu em 1971. Foi adjunto de Helena Lopes da Costa quando esta militante do PSD foi vereadora da Acção Social em Lisboa, em 2002. Antes já fora director municipal de Acção Social. É docente do ensino politécnico.
CLARA COSTA
Clara Costa nasceu em 1974. Foi assessora de Marques Mendes e Miguel Macedo quando o ex-líder e o ex-secretário-geral do PSD foram ministro dos Assuntos Parlamentares e secretário de Estado da Justiça. Assessorou ainda Teresa Zambujo na Câmara de Oeiras.
MÁRIO PEÇAS
Mário Peças nasceu em 1942. Fez carreira profissional na Banca. Ligado ao PS, foi nomeado administrador não executivo da Gebalis em 1995 e reconduzido em 2003. Em 2004, acabou por ser nomeado administrador executivo da empresa.
VIAGENS PAGAS A ADMINISTRADORES E FUNCIONÁRIOS
A Gebalis 'pagou indevidamente, além do abono de ajudas de custo, por deslocações ao estrangeiro de administradores e funcionários', um total de 81 185 euros, entre 2006 e 31 de Outubro de 2007.
'Tais viagens só aparentemente se destinavam à realização de trabalhos, sendo antes deslocações ao estrangeiro para gozo pessoal dos demandados [arguidos] e, por vezes, de pessoas com quem estes conviviam', diz a defesa da Gebalis.
CARTÕES DE CRÉDITO USADOS À VONTADE
Os ex-administradores da Gebalis Francisco Ribeiro, Mário Peças e Clara Costa receberam oito cartões de crédito da empresa. Francisco Ribeiro e Mário Peças tinham cada um três cartões de crédito, com um ‘plafond’ mensal entre cinco mil e dez mil euros. Clara Costa tinha dois cartões, com um limite mensal de crédito entre cinco mil e 7500 euros.
'Os demandados, com os respectivos cartões de crédito em seu poder, decidiram que os utilizariam para pagamento de despesas relativas às suas refeições e de seus amigos e ainda de outras pessoas de cujo convívio poderiam beneficiar no seu percurso profissional, político ou financeiro, quer nos dias de trabalho, quer em férias ou fins-de- -semana, quer ainda no decurso de viagens ao estrangeiro', argumenta a defesa da Gebalis na acção judicial contra os ex-administradores da empresa.
Por esta via, frisa- -se, 'os demandados utilizaram os referidos cartões de crédito como se os respectivos limites de crédito constituíssem elemento integrante das suas remunerações, custeando despesas de alimentação, recebendo ainda subsídio de refeição apesar de esta componente remuneratória se encontrar expressamente excluída da previsão legal no que respeita aos gestores públicos'.
NOTAS
MUDANÇA: COSTA TRAVA GASTOS
O presidente da Câmara de Lisboa garante que a nova administração da Gebalis adoptou uma 'prática de contenção e sobriedade'. A eliminação dos cartões de crédito foi uma das medidas.
BRINDE: CLARA DEU 452 CHEQUES
Clara Costa mandou comprar, na Fnac, 452 cheques-brinde de 4520 euros para o aniversário de funcionários. E ordenou a compra de 20 vouchers de fim-de-semana de quatro mil euros.
CANETA: PEÇAS E A MONT BLANC
Mário Peças adquiriu com o cartão de crédito uma caneta e esferográfica Mont Blanc por 2686 euros, 'que fez seus'. E ordenou a compra de 11 cartões-presente para funcionários.
Entre Fevereiro de 2006 e Outubro de 1007, os antigos administradores da Gebalis frequentaram alguns dos restaurantes de maior requinte gastronómico da Europa, Brasil e Índia.
ANTIQUARIUS (Rio de Janeiro, Brasil) - Mário Peças, 07/10/06: 454,48 euros 
MAURYA SHERATON (Nova Deli, Índia) - Francisco Ribeiro, 10/02/07: 138,41 euros 
SATYRICON (Rio de Janeiro, Brasil) - Mário Peças, 06/10/06: 365,41 euros 
SATYRICON (Búzios, Brasil) - Mário Peças, 09/10/06: 348,10 euros 
OXO TOWER (Londres, Inglaterra) - Mário Peças, 18/09/06: 293,34 euros
BLACK & BLUE (Londres, Inglaterra) - Mário Peças, 06/12/06: 181,05 euros 
CAPE HORN (Copenhaga, Dinamarca) - Clara Costa, 23/09/07: 166,63 euros
RAFA (Madrid, Espanha) - Clara Costa, 25/05/06: 199,02 euros
STEIRERECK (Viena, Áustria) - Clara Costa, 21/06/07: 169,00 euros
TRAGALUZ (Barcelona, Espanha) - Clara Costa, 21/10/07: 181,57 euros
CONTE DI GALLUCCIO (Roma, Itália) - Clara Costa, 17/11/06: 104,00 euros
GAMBRINUS (Lisboa, Portugal) - Mário Peças, 14/12/06: 500 euros  
FORTALEZA DO GUINCHO (Cascais, Portugal) - Francisco Ribeiro, 14/10/07: 80,5 euros  
REFEIÇÕES PAGAS COM CARTÃO DE CRÉDITO
MÁRIO PEÇAS
Total: 229
Despesa: 40.145 euros  
FRANCISCO RIBEIRO
Total: 194
Despesa: 12.738 euros  
CLARA COSTA
Total: 164
Despesa: 11.530 euros  
TOTAL DE PAGAMENTOS: 64.413 euros

"Para o tribunal ficou provada a acusação do Ministério Público de que os três arguidos "[engendraram] um esquema de falsificação de cheques" e lesaram a Gebalis em mais de 38 mil euros.
O valor foi pago, em dois cheques, pelo ex-administrador da Gebalis ao ex-deputado para que este, alegadamente, verificasse no terreno se tinham sido realizadas centenas de obras em bairros lisboetas, entre 2002 e 2004. Ismael Pimentel passou o trabalho de campo ao arguido Jorge Lopes, ficando o ex-deputado a coordenar os trabalhos". fonte

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