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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Sua Excelência Nelson Mandela


Homenagem à porta do hospital onde Mandela está internado Fotografia © Dylan Martinez/ Reuters
Tente estes também:
 
Sua Excelência
Nelson Mandela
Medalha Nobel
1º presidente da África do Sul África do Sul
Mandato 27 de abril de 1994
a 16 de junho de 1999
Vice-presidente Frederik Willem de Klerk
Thabo Mbeki
Antecessor(a) Frederik Willem de Klerk (Presidente de Estado)
Sucessor(a) Thabo Mbeki
19º Secretário-geral do Movimento Não-Alinhado
Mandato 3 de setembro de 1998
a 14 de junho de 1999
Antecessor(a) Andrés Pastrana
Sucessor(a) Thabo Mbeki
Vida
Nome completo Nelson Rolihlahla Mandela
Nascimento 18 de julho de 1918 (94 anos)
Mvezo, Cabo Oriental,
Flag of South Africa 1928-1994.svg União Sul-Africana
Nacionalidade Sul-Africano
Alma mater Universidade de Fort Hare
Universidade de Londres
Universidade da África do Sul
Universidade de Witwatersrand
Primeira-dama Winnie Madikizela-Mandela; Graça Machel
Cônjuge Evelyn (1944-1957), Winnie (1957-1996), Graça Machel (1998-presente)
Partido African National Congress Flag.svg Congresso Nacional Africano
Religião Metodista
Profissão Advogado
Residência Joanesburgo
Assinatura Assinatura de Nelson Mandela
Filhos Madiba; Makaziwe (2); Makgatho; Zenani; Zindziswa
 

O prisioneiro 46664


46664, o número de Mandela, na Ilha Robben.
Enviado para a prisão da Ilha Robben, lá ocupa a cela com número 466/64, que tem as dimensões reduzidas de 2,5 por 2,1 metros, e uma pequena janela de 30 cm
Na prisão ficou privado das informações do mundo exterior, pois lá não eram permitidos jornais.49 Contudo, aprendeu a pensar a longo prazo, e procurava passar esta forma de raciocínio aos mais jovens, que cobravam dele respostas imediatistas às autoridades.50
A mãe de Mandela o visitara em 6 de março de 1966 e depois, no ano seguinte, em 9 de setembro; em ambas as ocasiões o filho instara sem sucesso, como também já fizera com a esposa Winnie, para que ela fosse morar na casa deles, em Joanesburgo, onde teria mais recursos de saúde do que no campo. Após esta última visita, ele teve a sensação, durante a despedida, de que era a última vez que veria a velha senhora, então com 78 anos de idade; de fato, Nosekeni Fanny veio a falecer em 26 de setembro de 1968.51 Sua mãe se fora acreditando que o filho fosse um criminoso, pois ela nunca entendera sua luta, fato que o entristecia.52
A pedreira da Ilha Robben.
Durante seu cárcere, segundo testemunhou Ahmed Kathrada, Mandela só perdeu a calma em duas ocasiões, quando os guardas ofenderam a moral de Winnie.53 Ali resolveu que precisava aprender a língua e a cultura africâner, algo que seus companheiros passando a estudar o idioma e a treiná-lo com os guardas.54
Em 1969 um carcereiro foi até sua cela informar-lhe que seu filho mais velho, Thembi, havia morrido num acidente automobilístico.55 No dia seguinte Mandela estava junto aos demais prisioneiros, trabalhando na pedreira: tinha que mostrar aos companheiros de cárcere e aos guardas que o drama pessoal não o tinha inutilizado.55 Entretanto é de se observar que Thembi, apesar de morar na Cidade do Cabo, jamais fora visitar o pai na prisão, apesar da proximidade.56 Após esta notícia, escreve em 24 de julho ao segundo filho, Makgatho, observando que ele agora era o mais velho e responsável por manter a união familiar, com a perda do irmão; insiste para que o jovem invista na educação: "As questões que hoje agitam a humanidade exigem mentes treinadas".57
O pequeno claustro de Mandela, na ilha Robben.
Em 1976 Soweto se rebela, resultando numa feroz repressão que causa centenas de mortos; aumenta o isolamento internacional da África do Sul, a partir de então.6
As visitas da esposa Winnie eram raras: de 1958 até 1985 ela sofreu por vinte e quatro vezes prisões, ordens de restrição, banimento e proibições - como em 1974, onde ficou banida na vila de Brandfort. A piorar esse isolamento familiar, Mandela não teve permissão de ver suas filhas Zinzi e Zenani enquanto elas tinham de 2 a 16 anos.58
Em agosto de 1982 o regime assassina, com uma carta-bomba, sua companheira de lutas, Ruth First, que estava exilada em Moçambique; Mandela descreveu o momento: "...me senti quase totalmente sozinho. Perdi uma irmã, uma companheira de luta. Não é consolo saber que ela vive mesmo depois de morta."59
No mesmo ano Mandela foi transferido, junto a outros companheiros, para a Prisão de Pollsmor, de segurança máxima; seis anos depois foi novamente transferido, desta feita para um presídio de segurança mínima - a Prisão de Victor Verster, onde passou a morar numa cabana no complexo penitenciário.60
A mudança para Pollsmoor foi um avanço considerável: situado num agradável subúrbio da Cidade do Cabo, lá a família poderia visitá-lo mais facilmente. Ele e os companheiros Sisulu, Kathrada, Raymond Mhlaba e Andrew Mlangeni passaram a ocupar juntos uma imensa cela, no pátio fizeram uma horta.61
Enquanto isso, em 1985, o CNA empreendeu uma campanha para tornar o país ingovernávelnota 7 ; o presidente Botha chegou a declarar aos seu povo que precisavam "adaptar-se ou morrer". Neste mesmo ano Mandela precisou operar da próstata e foi levado ao Hospital Volks, no Cabo. Na volta, foi conduzido pelo próprio comandante do presídio, que informou-lhe de que não mais retornaria para a cela comum, e ficaria isolado dos demais. Mandela não protestou e, segundo disse mais tarde, aproveitou o isolamento para fazer algo que iria contrariar a todos - ao CNA e os companheiros de cárcere: negociar com o governo; iria agir por conta própria, sem consultar ninguém.61
Escreveu então ao ministro da Justiça, Kobie Coetsee, informando sua disposição - mas teve de esperar por mais de um ano por uma resposta, que veio somente em julho de 1986: resolveu mandar um recado ao diretor, que precisava vê-lo e, uma vez na sala, disse que queria falar com o ministro. O diretor ligou ao gabinete ministerial e Mandela foi convidado a ir até a casa de Coetsee. Lá, informou que queria tratar diretamente com Pik Botha.61
Só depois é que teve atendido o desejo de falar aos companheiros; não pôde fazê-lo com todos ao mesmo tempo, só individualmente lhe permitiram falar; então encontrou-se primeiro com Sisulu, depois Mhlaba e Kathrada, e todos rejeitaram a ideia. Em seguida foi a vez do CNA, dirigido por Oliver Tambo no exílio, em Lusaka (Zâmbia), que lhe cobrou explicações, temeroso.61
Mesmo prisioneiro Mandela foi homenageado mundo afora: em junho de 1983 recebe o doutorado em Direito por seu "compromisso altruísta para com os princípios de liberdade e justiça" pelo City College de Nova Iorque; neste mesmo ano é feito cidadão honorário da cidade grega de Olímpia.62
 

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