Segundo a Exame Informática e a BiT, a Kapersky lançou recentemente um alerta relativo a uma nova e sofisticada ameaça sob a forma de um trojan que consegue infetar os computadores e alterar montantes e destinatários de transações bancárias feitas via homebanking recorrendo ao computador infetado.
A Kaspersky também informou que a maior parte dos ataques para infectar computadores com este trojan têm lugar em redes Wi-Fi abertas (sem ser preciso autenticação ou sem qualquer tipo de segurança extra) que as pessoas tendem a utilizar por uma questão de rapidez, custo e facilidade de acesso.![]()
Os ficheiros utilizador pelo Trojan-banker.win32.bifitAgent são:
- AGENT.EXE;
- ALL.POLICY;
- BIFIT_A.CFG;
- BIFIT_AGENT.JAR;
- JAVASSIST.JAR;
A Internet está cada vez maior. Tem mais informação, tem mais
pessoas, dá para fazer cada vez mais coisas. Mas há indivíduos que a
olham com outros olhos e veem nela um filão de coisas más para explorar.
A Kaspersky elaborou um relatório onde indica as 10 maiores ameaças da
segurança da Internet no próximo ano.

Quando falamos de segurança na Internet, não nos referimos apenas a manter os nossos computadores protegidos contra os amigos do alheio. Isso é apenas uma parte. A segurança na Internet envolve toda a informação que nela circula e aqui englobam-se os números de cartões de crédito, as transações bancárias, as conversas entre adultos e crianças, as mensagens trocadas entre terroristas, as mensagens automáticas que andam a bater a todas as portas para ver quem abre, etc…
Uma das três maiores empresas de segurança do mundo, a Kaspersky
elaborou uma lista de riscos e ameaças que nos faz dar que pensar. E
estes problemas podem atingir o simples utilizador que está a aceder à
Internet através do seu smartphone ou podem atingir grandes centros de
dados com grandes servidores.
- Ataques direcionados Nos últimos dois anos são cada vez mais os ataques que têm um objetivo específico. Atacar um site ou aceder à rede interna de uma determinada empresa. Há um alvo claramente identificado e os meios para chegar à informação pode passar por atacar ou encontrar brechas de segurança nos empregados desse sítio.
- Mais “Hacktivismo” Durante este ano pudemos ver a força dos Anonymous e das suas ferramentas de ataques distribuídos. Conseguem por em baixo praticamente qualquer site ou serviço e por um longo período de tempo. Esta organização conta com pessoas muito experientes e dedicadas e conseguem também alterar o conteúdo dos sites para demonstrar o seu protesto.
- Ciberespionagem Também este ano descobrimos que vários países têm vírus espalhados por todo o lado (por exemplo, o Stuxnet) para tentarem saber sempre mais do que o que devem. Ou para tentar sabotar os avanços dos adversários. Quem sabe o que ainda andará para aí? Trata-se essencialmente de “material” militar com acesso a muitos e muitos recursos.
- Big Brother Se pensam que não estão neste momento a olhar para vocês, estão enganados. A maior parte das grandes empresas de telemóveis (onde destacamos a Apple, Nokia e RIM) recolhem dados da pessoa através dos seus dispositivos móveis. As leis estão a mudar e estão a admitir cada vez mais o uso da tecnologia para capturar os criminosos, nem que para isso tenham de invadir a privacidade das outras pessoas.
- Aumento de Malware Os novos alvos são agora os tablets e os smartphones cujos sistemas operativos são recentes e ainda não têm as ferramentas para estarem devidamente protegidos. Digamos que durante o desenvolvimento dos novos Sistemas Operativos a questão da segurança não é das primeiras a ser abordada. Ao longo destes anos irão ser cada vez mais frequentes este tipo de aplicações nos novos sistemas.
- O preço da Informação “Saber é Poder” e isso dificilmente irá mudar. Cada vez mais empresas e organizações querem ter a informação certa na altura certa e estão a pagar para isso. Fornecer a ficha clínica de uma pessoa que está prestes a ser contratada já vale umas valentes massas. O aumento das recompensas neste “mercado negro” faz aumentar o número de pessoas e a vontade de conseguir informações privadas.
- Ciberterrorismo Os trojans que antigamente serviam “apenas” para abrir o nosso computador para o mundo, agora estão cada vez mais inteligentes e já são capazes de gerar dinheiro. O truque está em cifrar dados pessoais que a pessoa só tem no seu PC (muito poucas pessoas fazem backups com regularidade) e pedir uma recompensa em dinheiro para voltar a disponibilizar esses dados. Outro esquema é dizer que foi detetado software pirata e que a pessoa tem de pagar uma certa quantia para o tornar legal. Chama-se a isto Extorsão virtual.
- Ataques ao iOS Quem dizia que os produtos da Apple não sofriam do problema dos vírus que a Microsoft sofria, estava muito enganado. Apenas não existiam tantos vírus porque não valia a pena atacar “meia dúzia” de computadores. Mas agora com este boom de iPhones e iPads e sabendo que esta classe é mais “endinheirada”, os produtos da Apple estão a ser cada vez mais atacados.
- Ataques ao Android Idem, idem, aspas-aspas. O pessoal que tem Android que não se esteja a rir do último ponto porque o seu sistema favorito é um alvo ainda maior. Existe muito mais mercado, a plataforma é muito segmentada e as pessoas são geralmente menos informadas. Os maiores ataques estão a surgir através de mensagens de SPAM.
- Falhas no Java Por fim, as linguagens da moda. O Java claro é a linguagem mais atrativa pois “escreve uma vez, corre em todo o lado” é igualmente válido para “infecta um, infectas todos”. Apesar de já haver um mecanismo de auto-atualização que reduz o risco/tempo de exposição a malware, muitas das empresas não podem evoluir as suas versões e vivem à base de patches, que muitas vezes não são instalados. O Java foi alvo dos 50% dos ataques registados em 2012 e o software da Adobe foi alvo de 25% dos ataques.
Sem comentários:
Enviar um comentário