Dentro da Administração Pública, será que não há ninguém que possa fazer estes estudos....
As nossas Universidades com tanta massa cinzenta não conseguem, quero dizer, não as deixam fazer estes estudos para deixarem de encherem os bolsos destes políticos que andam a sugar o País.

Augusto Mateus era o coordenador global do estudo
Um passeio pela Sociedade de Consultores Augusto Mateus & Associados.
Já em 2011 tinha feito um estudo para CGD que não sabemos quanto custou aos cofres do Estado.
(...)
À luz do estudo que fez para a CGD, sobre o “Desenvolvimento da Economia Portuguesa”, como vê o futuro do país?
"Com mais dificuldades. Temos um problema de fundo que é de competitividade que corresponde a transformações muito importantes que ocorreram no mundo e na Europa e a que nós não prestámos a devida atenção. Hoje, como o relatório demonstra, temos uma relação muito mais polarizada com o mercado espanhol, dentro dos nossos quatro grandes mercados. Mas o período que melhor correu a Portugal foi aquele em que o mercado alemão emergiu como o grande mercado de referência no contexto europeu, o que historicamente fazia sentido. "(...)
"Conhecer os riscos e as potencialidades do actual regime macroeconómico mundial é uma ferramenta suplementar para as empresas que concorrem diariamente à escala global. O Relatório sobre o Desenvolvimento da Economia Portuguesa é, pois, dirigido à “economia real” e à contextualização das decisões estratégicas que empresários e investidores nacionais têm pela frente."
Fernando Faria de Oliveira
4 de Maio de 2011
A organização do Relatório sobre o Desenvolvimento da Economia Portuguesa desdobra-se em duas grandes partes.
A primeira parte corresponde a umcorpo central, de natureza analítica, onde se apresentam os principais elementos de compreensão da situação da economia portuguesa na tripla dimensão das tendências de médio prazo observadas, do desempenho mais recente e das suas perspectivas de evolução previsível no curto prazo.
A segunda parte corresponde a um anexo estatísticoonde se organiza um sis-tema de indicadores que permite, para setenta e cinco economias dos principais blocos regionais em que se vai estruturando a economia mundial – incluindo todas as economias relevantes para a internacionalização da economia e das empresas portuguesas – uma base criteriosa de observação do respectivo desempenho e po-sicionamento em matéria de globalização, competitividade, ciência & tecnologia, capital humano e sustentabilidade
A primeira parte corresponde a umcorpo central, de natureza analítica, onde se apresentam os principais elementos de compreensão da situação da economia portuguesa na tripla dimensão das tendências de médio prazo observadas, do desempenho mais recente e das suas perspectivas de evolução previsível no curto prazo.
A segunda parte corresponde a um anexo estatísticoonde se organiza um sis-tema de indicadores que permite, para setenta e cinco economias dos principais blocos regionais em que se vai estruturando a economia mundial – incluindo todas as economias relevantes para a internacionalização da economia e das empresas portuguesas – uma base criteriosa de observação do respectivo desempenho e po-sicionamento em matéria de globalização, competitividade, ciência & tecnologia, capital humano e sustentabilidade
Alguns gráficos do referido estudo.
No que respeita às quotas de exportação de mercadorias, a economia mundial é actualmente palco de uma clivagem que parece ser duradoura entre as dinâmicas regressivas das principais economias industrializadas ou em industrialização menos recente - a que apenas escapam, em termos de grandes protagonistas, a Alemanha e a Holanda - e as dinâmicas fortemente progressivas em todos os espaços económicos emergentes, com especial destaque para o “Mar Negro”, a Índia, os “PECO” e, sobretudo, a China.
A natureza qualitativa da evolução da geografia mundial do comércio de serviços é bem diferenciada em relação ao comércio de mercadorias. Esta diferenciação advém da diversidade dos principais serviços transacionáveis (serviços financeiros, transportes, viagens e turismo e serviços associados à informação e computadores) e da generalização dos processos de terciarização e urbanização das economias e das sociedades modernas, onde o mundo mais avançado possui vantagens competitivas mais fortes e consolidadas que nas actividades primárias e secundárias.
A hierarquização nesta “geometria variável” de efeitos e desempenhos na globalização coloca a Alemanha e a França nos dois pólos opostos da escala. A Alemanha, avançando quer no comércio de mundial de mercadorias, quer no comércio mundial de serviços, apresenta um duplo desempenho positivo enquanto a França apresenta um duplo desempenho negativo. As ilhas britânicas e a Escandinávia parecem encontrar no aprofundamento de sociedades terciárias avançadas, no plano interno e externo, um caminho próprio de adaptação às novas tendências da globalização. Já as pequenas economias especializadas do núcleo central da Europa parecem conseguir acompanhar o dinamismo da Alemanha, embora com um perfil mais polarizado pela produção e distribuição de mercadorias do que pelos serviços.
Os principais “perdedores” nesta transformação estrutural foram as actividades ligadas ao núcleo-duro dos bens transacionáveis, como as cadeias industriais da floresta e do têxtil, com um recuo de 2,9 pontos percentuais, e as actividades industriais e de serviços associadas ao investimento, com um recuo de cerca de 0,4 pontos percentuais. As actividades chave da qualidade do “habitat”, como a energia e o ambiente e os transportes, conheceram recuos de 1,1 e 0,6 pontos percentuais, tal como o comércio associado aos consumo, que, apesar de uma “revolução” interna com a grande expansão da moderna distribuição alimentar e mista e especializada, conheceu, mesmo assim, um recuo de 1,1 pontos percentuais.
A dimensão do recuo sistemático, no contexto europeu, do nível relativo do investimento na economia portuguesa representa uma pressão adicional em matéria de competitividade, sobretudo no que respeita ao acentuar de uma divergência relevante em matéria de formação de capital pelas empresas que constitui, sempre, uma “má notícia” para os ajustamentos competitivos reais que a plena integração europeia exige.
Estudo completo








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