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sexta-feira, 3 de maio de 2013

DECO - ESPERAVA UM ENCAIXE DE 9 MILHÕES DE EUROS VEJA COMO



Segundo a Rádio Renascença, a razão pela qual quase todos os distribuidores de energia elétrica terão recusado participar no leilão organizado pela DECO-Proteste (DECO) -  por nós aqui várias vezes publicitado – prende-se com o facto de esta associação ter exigido o pagamento de uma comissão ao vencedor do leilão, por cada consumidor participante do leilão que venha a aderir aos seus serviços de distribuição elétrica. Segundo a Renascença, tal comissão chegou a ser de €30 por novo cliente tendo-se fixado finalmente nos €15 o que, na hipótese teórica, de todos os inscritos virem a aceitar os termos resultantes do leilão (que a DECO hoje anunciará) representariam uma receita de quase 9 milhões de euro para a associação.
Recorde-se que a DECO é uma associação de consumidores que pagam quotas regulares. Os receitas da associação advirão destas quotas e  da venda de livros e revistas especializados em direitos dos consumidores (sem qualquer outra publicidade remunerada). A confirmar-se a notícia da Rádio Renascença a DECO terá alargado a forma de geração de receitas.
NOTA EDITORIAL:
Não negando o direito da DECO em se consubstanciar como prestadora de serviços ao consumidor, exigindo a respetiva remuneração, a confirmarem-se os termos da notícia e após aferirmos a sensibilidade de vários participantes no leilão incluindo alguns sócios da DECO, estamos em crer que tal associação não cumpriu de forma suficientemente esclarecedora o seu papel nesta iniciativa ferindo uma relação de confiança assumida implicitamente por muitos associados e forçando-nos a promover um logro junto dos nossos leitores.
Recordamos que a DECO possui vários protocolos com vários prestadores de serviços que apresenta aos seus associados como melhores escolhas (seguros, crédito, etc). Desconhecemos se nesses casos também existe pagamento de comissões por cada associado que se converte em cliente, mas parece-nos legítimo extrapolar tal conclusão em virtude da denúncia agora feita pelos distribuidores de eletricidade, tal como nos parece legítimo admitir que, a existirem, a DECO não efetua a devida publicitação de tal relação comercial com os prestadores de serviços, uma prática que, a confirmar-se, desvirtua plenamente o estatuto de “defesa do consumidor” imparcial que a DECO reclama (em nosso entender).
Em suma, como medida de prudência e reconhecendo que o risco da existência de tais práticas constitui um comportamento que não nos parece aceitável e digno de promoção no nosso sítio (quem conhece a nossa política de divulgação integral de relações comerciais com anunciantes, percebe que temos particular cuidado com a nossa relação com os nossos leitores), decidimos suspender, até melhor informação, a publicidade à DECO que temos vindo a promover ao longo de vários anos.
P.S.: Quem se deu ao trabalho de ler “Perguntas sobre o leilão” poderá ter lido também a seguinte prosa da DECO quen o fundamental não nos leva a alterar a posição acima enunciada. Recordamos que o valor da comissão foi o argumento avançado pela maioria dos distribuidores desistentes do leilão:
“O que ganha a DECO neste leilão?
A DECO tem diversas iniciativas em curso no âmbito da liberalização dos mercados de energia, como sejam, a disponibilidade de simuladores para a escolha de melhores tarifas de eletricidade, sessões de informação em acordo com a ERSE, bem como disponibilização de diversos artigos na revista e no site sobre o assunto. O leilão é mais uma iniciativa para ajudar consumidores a aderirem ao mercado liberalizado nas melhores condições. A DECO, através da DECO PROTESTE, organiza o leilão. A DECO poderá vir a receber uma comissão por cada contrato assinado pelos consumidores junto do fornecedor que ganhar o leilão. Aos associados, será devolvido todo o montante respetivo recebido. A DECO apenas poderá vir a reter a parte respeitante aos contratos celebrados pelos consumidores que não forem nossos associados. Por sermos uma organização sem fins lucrativos, este montante servirá para cobrir os custos administrativos, de organização, de publicidade e de gestão da ação. Em suma, tudo o que permite a boa organização do leilão de eletricidade. Desta forma, a DECO garante os seus compromissos fundamentais: defender os interesses dos consumidores, permanecendo independente, sem receber subsídios do poder público, nem qualquer financiamento de empresas.”


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