“(…) Por um lado, a sociedade civil mais esclarecida e informada tem optado por se pôr de fora das grandes escolhas para o país que ocorrem dentro dos principais partidos nas suas eleições internas, preferindo um papel inconsequente (independente), sem qualquer poder de voto ou de formar e apoiar candidaturas alternativas nestes partidos.Por outro lado, a muito reduzida base de militantes destes partidos, maioritariamente constituída por apoiantes de líderes concelhios (as eleições concelhias são disputadíssimas, com práticas abusivas de inscrição maciça de pseudomilitantes), faz com que nas eleições de carácter naciona,l como por exemplo a eleição do líder do partido, a maioria dos militantes que votam sejam os apoiantes dos líderes concelhios que com a sua influência os instruem de votar no seu candidato preferido.Consequentemente, para se conquistar o poder no PS ou PSD é preciso “conquistar” os líderes concelhios e distritais com maior base de militantes. Por essa razão, têm tanto valor os “homens fortes do partido” muito bem relacionados com estes líderes como as campanhas de charme permanentes nas concelhias. A escolha do próximo líder do partido, logo, possível primeiro-ministro, está nas suas mãos.Esta realidade tem de mudar, pois é evidente que tem consequências nefastas para a democracia e para o país, hoje à vista de todos. Há dois caminhos para esta mudança:1) A entrada da sociedade civil nos nossos principais partidos, como militantes de pleno direito para votarem e se candidatarem nas suas eleições internas;2) Abrir as eleições diretas partidárias para escolha da liderança a todos os simpatizantes e eleitores do partido, tal como o fez recentemente o PS francês ou o Partido Democrático italiano. (…)”
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Mais de 99% dos portugueses nunca votaram nas eleições para escolha dos candidatos a primeiro-ministro (diretas do PS ou PSD)
Porque a política afeta a economia e as finanças pessoais de todos, uma proposta de reflexão que toca a todos. A ler “Mais de 99% dos portugueses nunca votaram nas eleições para escolha dos candidatos a primeiro-ministro” por João Nogueira Santos (PS) e Carlos Macedo e Cunha (PSD). Um excerto generoso:
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