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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

"Good bye" Cândida




Não se sabe por enquanto do porquê do afastamento de Cândida de Almeida (CA)

Mas o que veio a lume pelos jornais, em causa estará a fuga de informações e consequente processo de inquérito instaurado a CA pela PGR.

Mas também se sabe que CA tinha em mãos processos complexos e ao deixar o cargo já se calcula o "Portucale" Freeport’, ‘Furacão’, o caso dos submarinos’, ou o do ‘Monte Branco’.( Duarte Lima afirmou no DCIAP que não conhece o comandante Gil Corrêa Figueira. Foi deste, porém, que recebeu, em 2002, em várias tranches, a quantia de um milhão de euros.) Devem todos levar o mesmo fim. “Prescrição” destes processos visto neles estarem metidos políticos no activo e alguns fugitivos do nosso País.



Ministério Público
A PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA
A Procuradora-Geral Adjunta Dra. Joana Marques Vidal,Joana Marques Vidal tomou posse como Procuradora-Geral da República em 12 de Outubro de 2012. 

Afasta Cândida Almeida do DCIAP


Procuradora-Geral da República Joana Marques Vidal não vai reconduzir Cândida Almeida na direção do DCIAP.

Ainda não é conhecido o nome do sucessor de Cândida Almeida
Procuradora abandona liderança do Departamento Central de Investigação e Ação Penal. 
(actualizado às )
Em causa está uma fuga de informação relativamente a reuniões entre Joana Marques Vidal e alguns magistrados.
(…)
O DCIAP investiga actualmente muitos casos sensíveis, como vários inquéritos por suspeitas de branqueamento de capitais que envolvem altas figuras do Estado angolano, duas megafraudes fiscais (o caso Monte Branco e a operação Furacão), vários processos sobre a bancarrota do Banco Português de Negócios e uma investigação às privatizações da EDP e da REN.
Curiosamente, estes casos são investigados por dois magistrados, Rosário Teixeira e Paulo Gonçalves, que foram chamados na sexta-feira por Joana Marques Vidal para esta lhes comunicar que vão ser visados num inquérito disciplinar por causa de uma alegada violação do segredo de justiça.
Em causa está uma notícia publicada pelo semanário Expresso, a 12 de Janeiro, intitulada “Processo de Angola vai acelerar”, em que se adiantava na entrada que a procuradora-geral tinha pedido aos titulares daqueles processos “para concluírem as investigações” com rapidez. A notícia relatava vários encontros entre Joana Marques Vidal e alguns procuradores titulares dos casos mais sensíveis que estão em investigação. O Expresso escreveu que participaram nas reuniões Cândida Almeida, Paulo Gonçalves e Rosário Teixeira.
Cândida Almeida foi a primeira mulher magistrada do país e, aos 63 anos, é a procuradora mais antiga do Ministério Público, tendo chegado ao topo da carreira do Ministério Público há 22 anos. Ganhou notoriedade ao assumir a acusação no caso FP-25.
Por ser a directora do DCIAP e a magistrada mais antiga do Ministério Público em funções, a procuradora-geral da República teve que pedir a um inspector reformado para vir instruir o inquérito disciplinar, que vai ser conduzido por Gil Felix Almeida.
O procurador-geral adjunto já tinha instruído um outro processo disciplinar a Cândida Almeida por causa das perguntas que os titulares do processo Freeport, Vítor Magalhães e Pais de Faria, deixaram no despacho final do processo dirigidas ao então primeiro-ministro, José Sócrates. O processo terminou arquivado.


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