Governo proíbe políticos de receberem avenças na RTP
[digam os nomes e os valores para ficarmos a saber quem são os amigos ..]
15.10.2011 - 00:02 Por Leonete Botelho
Há deputados, parceiros sociais ou gestores de empresas públicas que recebem entre 100 e 600 euros por cada intervenção na RTP (Pedro Cunha/arquivo)
O Governo deu indicações ao conselho de administração da RTP para eliminar de imediato as avenças pagas aos titulares de cargos públicos que colaboram com o canal público de televisão. Hoje, há deputados, parceiros sociais ou gestores de empresas públicas que recebem entre 100 e 600 euros por cada intervenção. Alguns chegam a auferir mais de 1100 euros por mês com esta colaboração.
“A RTP não pode ficar à margem do esforço financeiro que está a ser exigido a todos os portugueses neste momento de emergência nacional. A política de avenças da RTP tem sido inexplicavelmente mais generosa que a praticada pelos operadores privados”, explicou ao PÚBLICO o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.
Esta medida insere-se no quadro das decisões que o Governo já tomou a partir do estudo de reestruturação da RTP, entregue ao Governo pelo conselho de administração da empresa no final de Setembro.
Uma das mais importantes decisões já tomadas aponta para a redução de cerca de 300 postos de trabalho, entre cargos de chefia e efectivos. Uma redução superior a 13% dos 2200 actuais funcionários da casa, cujo salário médio bruto anual ronda os 40 mil euros.
A política das remunerações não se fica pelo mero corte de pessoas. Ao que o PÚBLICO apurou, a orientação a dar é limitar os vencimentos nos cargos de chefia na RTP e na RDP à remuneração do Presidente da República, cujo valor este ano está fixado em 6523 euros.
Hoje, há vários jornalistas e dirigentes – da área de informação, dos canais e antenas e dos centros regionais – que auferem mais do que o Chefe de Estado. Na informação da RTP, há vencimentos superiores a 10 mil, 13 mil e 14 mil euros, e muitos outros acima dos 6000 euros. O que é considerado por Miguel Relvas como uma política salarial “injusta e completamente insustentável, que tem de ser profundamente revista”. .
Uma fatia de leão das poupanças que o Governo quer fazer com a RTP é nas transferências directas do Estado para a empresa. No Orçamento do Estado para 2012 aprovado quinta-feira em Conselho de Ministros já só constam pouco mais de 73 milhões de euros, quando este ano estavam cabimentados 89 milhões, em termos líquidos.
Esta medida insere-se no quadro das decisões que o Governo já tomou a partir do estudo de reestruturação da RTP, entregue ao Governo pelo conselho de administração da empresa no final de Setembro.
Uma das mais importantes decisões já tomadas aponta para a redução de cerca de 300 postos de trabalho, entre cargos de chefia e efectivos. Uma redução superior a 13% dos 2200 actuais funcionários da casa, cujo salário médio bruto anual ronda os 40 mil euros.
A política das remunerações não se fica pelo mero corte de pessoas. Ao que o PÚBLICO apurou, a orientação a dar é limitar os vencimentos nos cargos de chefia na RTP e na RDP à remuneração do Presidente da República, cujo valor este ano está fixado em 6523 euros.
Hoje, há vários jornalistas e dirigentes – da área de informação, dos canais e antenas e dos centros regionais – que auferem mais do que o Chefe de Estado. Na informação da RTP, há vencimentos superiores a 10 mil, 13 mil e 14 mil euros, e muitos outros acima dos 6000 euros. O que é considerado por Miguel Relvas como uma política salarial “injusta e completamente insustentável, que tem de ser profundamente revista”. .
Uma fatia de leão das poupanças que o Governo quer fazer com a RTP é nas transferências directas do Estado para a empresa. No Orçamento do Estado para 2012 aprovado quinta-feira em Conselho de Ministros já só constam pouco mais de 73 milhões de euros, quando este ano estavam cabimentados 89 milhões, em termos líquidos.
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