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domingo, 7 de agosto de 2011

"mais rápido que a própria sombra"

Francisco Louçã

Paulo Portas foi "mais rápido que a própria sombra" na venda do BPN

por LusaHoje
O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, acusou no sábado o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, de ser "mais rápido que a própria sombra" ao negociar a venda do BPN em Luanda (Angola).
"Paulo Portas começou em Angola a negociar as condições para vender o Banco Português de Negócios (BPN) ainda o Governo não tinha decidido. O homem negoceia mais depressa que a sua própria sombra", acusou Francisco Louçã, durante um comício na noite de sábado em Armação de Pêra, no Algarve.
Louçã classificou o caso BPN como um "cambalacho" e uma das razões para a crise financeira que Portugal vive.
"O Estado foi dono do BPN durante quase três anos e não cobrou ao homem mais rico de Portugal [Américo Amorim]", recordou o líder bloquista, referindo que "não há regra nenhuma para quem tem a compreensão do Governo".
"Tudo é possível. Tornar-se Américo Amorim, o mais rico de Portugal e ser em simultâneo o maior devedor de Portugal", observou.
O BE afirma que não aceita o "cambalacho" do BPN, tal como não aceita a "privatização dos correios" ou da água.
Venda

Portas: "Não negociei o BPN"

Hoje
Portas: "Não negociei o BPN"
Ministro dos Negócios Estrangeiros nega ter imposto condições para vender ao BIC, durante visita a Luanda.
Paulo Portas nega qualquer envolvimento no negócio do BPN. O ministro dos Negócios Estrangeiros desmentiu ao DN a notícia de que durante a visita a Angola impôs condições à venda do Banco Português de Negócios ao BIC.
"Tratei de muitos assuntos em Angola, mas não tive, nem sequer tinha agendada, qualquer reunião ou contacto sobre matérias relacionadas com o negócio do BPN," afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros.
De acordo com a edição de ontem do jornal i, no terceiro e último dia em Angola, Portas reuniu--se com Fernando Teles, o presidente do Banco Internacional de Crédito, e Mira Amaral, o presidente do BIC em Portugal, para discutir a privatização.

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