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sábado, 6 de agosto de 2011

Gestão da CGD custa 1,7 milhões

Banca

Gestão da CGD custa 1,7 milhões

Administradores passam de 7 para 11, mas Estado poupa 89 600 €/ano.
Por:José Rodrigues/ /Pedro H. Gonçalves


A nova administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai custar anualmente 1,7 milhões de euros aos cofres do Estado. O número de administradores cresce de sete para onze (devido à alteração dos estatutos), mas mesmo assim o Governo consegue uma poupança de 6400 euros mês, ou 89 600 euros ano, com a nova equipa, ou seja de cerca de 5 por cento.
Segundo o despacho do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, que fixa as remunerações na CGD, a que o CM teve acesso, o presidente da Comissão Executiva, José de Matos, vai ganhar 19,2 mil euros por mês. Faria de Oliveira, que passa a chairman do banco, irá receber 16,3 mil euros mensais. António Nogueira Leite tem direito a 13,4 mil euros pelo cargo de vice-presidente. Esta remuneração não inclui regalias a que podem vir a ter direito, como prémios de gestão.
O Governo consegue contudo aumentar o número de administradores de 7 para 11, mas reduzir os custos. Os salários da nova administração da CGD têm um custo mensal de 126,1 mil euros. A anterior equipa custava 132,5 mil euros por mês. Esta poupança de 6400 euros mensais justifica-se em grande parte com Faria de Oliveira. Ao deixar o cargo de presidente executivo do banco pela cadeira de chairman, sofre uma redução no salário de 6287 euros, passando de 22 657,50 euros para 16 370,24 euros. 

"Portugal tem dos ordenados mínimos mais baixos da Europa mas tem os ordenados dos gestores/administradores maiores da Europa. Gestores que levam o pais à falência por incompetência e são bem pagos para isso."

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