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quinta-feira, 19 de maio de 2011

O QUE NOS CONTAM DO OUTRO LADO - ESPANHÓIS MAS QUE AMIGOS...!!!!

46% dos espanhóis, quer ver Portugal acabar
Sondagem, mostra a realidade, por detrás das promessas de respeito.

A revista espanhola Tiempo, lançou mais uma acha para a fogueira da discussão eterna sobre a União Ibérica, tantas vezes tentada e sempre falhada, por força da oposição portuguesa a esse movimento.

Há que considerar que o movimento iberista português - à frente do qual, e a acreditar na imprensa parecem estar entidades ligadas ao Partido Socialista, ao Partido Social Democrata e a ramos da Maçonaria - sempre afirmou que os seus intentos unificadores têm por objectivo criar uma espécie de confederação em que as características específicas de Portugal sejam garantidas e preservadas, mantendo o país a sua identidade própria.

A sondagem agora publicada pela revista Tiempo no entanto, apresenta resultados muito interessantes.

Assim: 46% dos espanhóis é favorável à criação de uma entidade ibérica.
No entanto, a maioria desses mesmos entrevistados afirma claramente (96% dos que exprimiram opinião) que a capital desse país deverá continuar a ser Madrid. Também acham que o país deve continuar a ser uma monarquia (na proporção de 5 monárquicos para cada três republicanos) e que naturalmente o Rei deverá continuar a ser Juan Carlos de Bourbon, o monarca espanhol, de origem francesa.

Pelos resultados da sondagem, e pela forma que a unificação ibérica parece tomar junto dos espanhóis, e que é um movimento de um só sentido, é também evidente que no caso linguístico, a Espanha considera que a língua oficial de tal país, será necessariamente e sem qualquer possibilidade de discussão, a língua castelhana.

Franco no desfile da vitória [1]
Parte da Espanha, vê com alguma desconfiança a existência de línguas regionais, mas aceita-as contra a vontade. A língua portuguesa seria naturalmente tolerada em Portugal, desde que a língua castelhana - tida pelos espanhóis, como língua de cultura muito superior a qualquer outra - seja a língua oficial, e que os portugueses como é óbvio sejam obrigados a falar castelhano se quiserem encontrar um emprego.

O iberismo português, parece assim, muito mais decorrente do enorme desconhecimento da realidade espanhola, e da vontade de algumas das elites portuguesas de conseguir um emprego bem pago na administração central, do que de qualquer intuito renovador para Portugal.

A Sondagem espanhola, coloca pontos nos is, e dá uma ideia correcta aos portugueses do que podem esperar se um dia decidirem desistir de Portugal.


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[1]«Ahora, a Portugal» A Falange pediu a Franco em 1939 que invadisse Portugal para criar a Espanha Imperial, e até 1942 manteve essa aspiração, enquanto o Nazismo alemão ganhava batalhas. O ódio a Portugal no entanto não morreu, e Portugal continua a ser considerado um país ilegítimo sem o direito a existir.
As ideias da Falange, e a sua visão distorcida da História, embora disfarçadas, continuam a ser ensinadas nos institutos militares espanhóis até hoje.

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