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terça-feira, 24 de maio de 2011

Em Democracia, não deveria valer tudo!…

Artigo da autoria do Dr. Fernando Paulo Baptista sobre o seu colega Dr. Fernando Nobre.

Por princípio e por formação, respeito a «diferença» que em todos nós existe e nos acompanha inelutavelmente ao longo da vida e, com ela, a inteira liberdade de fazer opções... É nessa base que não posso deixar de ponderar as implicações que decorrem da igualmente livre assunção de compromissos políticos, sobretudo quando se invocam, na agora da Pólis, princípios de natureza ético-axiológica para fundamentar, sustentar e credibilizar esses mesmos compromissos...

A essa luz, não consigo compreender que tenha sido possível trocar um «Projecto de Cidadania de Homens e Mulheres Livres, Responsáveis e Independentes», um «Projecto» assente em Valores Humanistas Universais como aquele que Fernando Nobre nos propôs e defendeu durante a recente campanha das Presidenciais, como alternativa ao que ele chamou de «sufoco» atrofiante e estagnante da «partidocracia» e da «mediocracia» reinantes — sufoco esse, responsável, segundo ele, pelo «lastimável estado de coisas» a que chegámos e no pressuposto de que as potencialidades da Democracia estão bem longe de se esgotar na intervenção política protagonizada pelos partidos...  

A resposta para aquela referida «troca» é bem simples, se for tido na devida conta aquilo que todos ficámos a saber... E basta de mais mistificações: trocou tudo por uma aleatória e efémera «cadeira de poder», ou, como diria o meu saudoso Padrinho e Poeta Azevedo Pinto («Rijo»), trocou tudo «pelo tacho e pelo penacho», opção que não deixa de estar em perfeita sintonia com o que ressalta da divulgação do «organograma» (e de vários testemunhos que não são «anónimos», porque, se o fossem, repugnar-me-iam!...) do que tem sido a “nobilíssima” governação da ONG denominada AMI (vejam-se, entre outras, as seguintes referências na Internet, com autoria bem identificada: [post retirado daqui]



...agora sabem-se coisas que sempre se deveriam saber a bem da verdade e da transparência...

O organograma da Fundação AMI - Assistência Médica Internacional (retirado do seu site), cujo presidente vitalício é Fernando Nobre, é deveras muito elucidativo  (ver pdf) .
Os dirigentes dos órgãos da Fundação são todos, melhor, quase todos, da mesma família.
Na Direcção, por exemplo, em 7 elementos, 5 são da mesma família. As duas directoras adjuntas são familiares do candidato Presidencial: Leonor Nobre é irmã e a outra directora, Luísa Nemésio, é mulher de Fernando Nobre, que em 1992 aderiu à causa monárquica, mas, recentemente, candidatou-se à Presidência da República.
O Conselho Fiscal é controlado pelo cunhado - sim, o marido da irmã, Leonor Nobre!
A AMI recebeu ao longo dos anos avultados apoios, quer do Estado Português, quer da União Europeia.
As contas desta Fundação nunca são conhecidas dos Portugueses...
Inúmeras empresas portuguesas têm contribuído, activamente, com apoios muito significativos para a AMI.
O candidato Presidencial fala tanto em transparência, contra a classe política, e porque não coloca em prática o que proclama nos seus discursos?
Quanto recebe (salário mais ajudas de custo) como Presidente da AMI?
Os seus familiares quanto recebem na AMI?
Fernando Nobre dedica-se exclusivamente a AMI?
Qual é o seu património e o rendimento anual declarado?
A transparência é só para os outros políticos que tanto critica?
O discurso de moralização da política deve ser verdadeiro.
*Os Centros Porta Amiga estão encerrados durante os fins-de-semana e os feriados; os sem-abrigo e os excluídos socialmente não podem comer e tomar banho, durante estes dias. O Estado Português e a sociedade civil apoiam estes centros...*
*Usar, numa campanha política, uma Fundação que não deve ter opções partidárias, religiosas ou de outros géneros, é reprovável à luz dos princípios que devem reger as Organizações Não Governamentais (ONG).*
Muitas questões nunca foram colocadas a este candidato presidencial, quem só agora descobriu a politica e se julga muito mais sério do que todos os outros.
O Portugueses tem o dever e o direito de serem informados sobre as ideias e as práticas de um candidato a Presidente da Assembleia da República, que já apoiou Miguel Portas (BE), Mário Soares (PS), Durão Barroso (PSD) e António Capucho (PSD). 
[post retirado daqui]

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