Governar sem ganhar eleições é possível
por Rita Tavares,
PS diz que é criativo, mas a Constituição diz que o Presidente pode não nomear o vencedor das eleições
O PS chama-lhe criatividade, mas a verdade é que nada obriga o Presidente da República a nomear como primeiro-ministro o vencedor das eleições. A Constituição da República Portuguesa diz apenas que Cavaco Silva tem de ouvir os partidos e ter em conta os resultados eleitorais.
A questão voltou em força com as sensíveis sondagens a baralharem (ainda mais) as contas destas legislativas. PS e PSD estão colados e, se num dia o PS está à frente, no outro é ultrapassado pelo PSD. Duas coisas parecem cada vez mais sólidas nos estudos de opinião: a nesga que separa socialistas e sociais-democratas e a maioria de direita, ainda que o PSD não fique à frente.
É o cenário horribilis para qualquer presidente: o PS de Sócrates vence, mas não convence, ou seja, é a direita junta que consegue a maioria dos votos dos portugueses. Problema: há a tal solução "estável e credível de governo" que Cavaco Silva tem considerado "imperiosa", mas não contempla o partido que, isolado, consegue mais votos. O que fazer? Chamar os partidos representados na Assembleia da República a Belém, desejavelmente a começar pelo mais votado, ouvir as suas soluções e decidir tendo em conta os resultados eleitorais. Está tudo na lei fundamental. (post retirado daqui)
A questão voltou em força com as sensíveis sondagens a baralharem (ainda mais) as contas destas legislativas. PS e PSD estão colados e, se num dia o PS está à frente, no outro é ultrapassado pelo PSD. Duas coisas parecem cada vez mais sólidas nos estudos de opinião: a nesga que separa socialistas e sociais-democratas e a maioria de direita, ainda que o PSD não fique à frente.
É o cenário horribilis para qualquer presidente: o PS de Sócrates vence, mas não convence, ou seja, é a direita junta que consegue a maioria dos votos dos portugueses. Problema: há a tal solução "estável e credível de governo" que Cavaco Silva tem considerado "imperiosa", mas não contempla o partido que, isolado, consegue mais votos. O que fazer? Chamar os partidos representados na Assembleia da República a Belém, desejavelmente a começar pelo mais votado, ouvir as suas soluções e decidir tendo em conta os resultados eleitorais. Está tudo na lei fundamental. (post retirado daqui)
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