
Manuel Esperança, Presidente do Conselho das Escolas e director da Escola José Gomes Ferreira (Lisboa), fala sobre rankings.
CM – As escolas privadas voltam a dominar os rankings. Porquê?
Manuel Esperança – Não podemos comparar escolas públicas com privadas. As públicas, quando querem recuperar alunos com problema a alguma disciplina, precisam de ter crédito horário para dar apoio e muitas não têm. O privado não tem este constrangimento.
– É contra a sua divulgação?
– Não. Penso que é positivo para nos podermos comparar com outras escolas do mesmo concelho ou distrito e dá para tirar ilações a nível do País. Não se pode é dizer que uma escola é melhor ou pior com base nos rankings, mas apenas que obteve melhores resultados nos exames nacionais.
– Porquê essa distinção?
– Para dizer se uma escola é melhor temos de ir buscar outras variáveis, como o estrato social das famílias dos alunos ou a zona onde a escola está implantada.
– A escola que dirige fica sempre bem colocada, este ano em 36.º posto. Qual a razão?
– Os alunos vêm de estratos sociais que permitem isso. Depois tenho bons profissionais e boas condições de trabalho. Os três factores conjugados explicam os bons resultados.
Nota:
"A escola "PÚBLICA" deste director elitista, só aceita alunos que venham de um bom estrato social e de preferência com muito boas notas do ano anterior. Bons profissionais ?, nem todos, tem-nos lá também MUITO MAUS."
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