Caso Feteira. Polícia tem "sérios indícios" de lavagem de dinheiro
por Inês Serra Lopes, Publicado em 14 de Outubro de 2010 | Actualizado há 7 horas
A carta do Brasil, com as 193 perguntas a que Duarte Lima não quis responder, não esconde a posição da polícia

A carta rogatória que a secção de homicídios do Rio de Janeiro mandou para as autoridades portuguesas, contendo as 193 perguntas a que o advogado Domingos Duarte Lima não quis responder, encerra uma visão dos factos que parece encarar o advogado como suspeito.
A carta enviada pela polícia brasileira explica mesmo: "Instado, por telefone, a explicar detalhes do seu encontro com a senhora Rosalina, Domingos Duarte Lima fornece dados que fogem à lógica, e não se encaixam."
O texto de muitas das perguntas também parece encaixar-se na mesma lógica. Aliás, uma das perguntas questiona mesmo se Rosalina Machado terá pedido opinião a Duarte Lima sobre algum mecanismo de "lavagem de dinheiro".
As famosas 193 questões a Duarte Lima são na verdade 192, pois uma delas está repetida. Ou apenas 191, porque a última limita--se a perguntar - aparentemente sem ironia, mesmo após as 191 perguntas anteriores - se o advogado "gostaria de acrescentar algo".
Um pormenor relevante é a hora que a polícia brasileira estabeleceu para a morte. "A morte da senhora Rosalina ocorre no máximo duas ou três dezenas de minutos após Domingos Duarte Lima a ter deixado em Maricá, o que equivale ao tempo do percurso de carro do Hotel Jangada até o local onde a senhora Rosalina foi executada."
Os investigadores queixam-se de não ter sido informados da decisão da Ordem dos Advogados sobre o pedido de levantamento de sigilo profissional de Duarte Lima, feito em Fevereiro deste ano.
Os advogados brasileiros de Duarte Lima deverão ter começado ontem a consulta do inquérito que exigiram antes de permitir que o antigo líder parlamentar social-democrata respon- da às questões apresentadas.
A carta enviada pela polícia brasileira explica mesmo: "Instado, por telefone, a explicar detalhes do seu encontro com a senhora Rosalina, Domingos Duarte Lima fornece dados que fogem à lógica, e não se encaixam."
O texto de muitas das perguntas também parece encaixar-se na mesma lógica. Aliás, uma das perguntas questiona mesmo se Rosalina Machado terá pedido opinião a Duarte Lima sobre algum mecanismo de "lavagem de dinheiro".
As famosas 193 questões a Duarte Lima são na verdade 192, pois uma delas está repetida. Ou apenas 191, porque a última limita--se a perguntar - aparentemente sem ironia, mesmo após as 191 perguntas anteriores - se o advogado "gostaria de acrescentar algo".
Um pormenor relevante é a hora que a polícia brasileira estabeleceu para a morte. "A morte da senhora Rosalina ocorre no máximo duas ou três dezenas de minutos após Domingos Duarte Lima a ter deixado em Maricá, o que equivale ao tempo do percurso de carro do Hotel Jangada até o local onde a senhora Rosalina foi executada."
Os investigadores queixam-se de não ter sido informados da decisão da Ordem dos Advogados sobre o pedido de levantamento de sigilo profissional de Duarte Lima, feito em Fevereiro deste ano.
Os advogados brasileiros de Duarte Lima deverão ter começado ontem a consulta do inquérito que exigiram antes de permitir que o antigo líder parlamentar social-democrata respon- da às questões apresentadas.



Sem comentários:
Enviar um comentário