A Insustentável Leveza do Ser

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quinta-feira, 31 de março de 2011

Dublin Calling – Conselhos de um Irlandês experimentado a um português entalado

Resgatamos um editorial diferente desta vez, do jornal Independent da Irlanda. Uma cartinha que é dirigida aos Portugueses:


  “Dear Portugal, this is Ireland here. I know we don’t know each other very well, though I hear some of our developers are down with you riding out the recession.

    They could be there for a while. Anyway, I don’t mean to intrude but I’ve been reading about you in the papers and it strikes me that I might be able to offer you a bit of advice on where you are at and what lies ahead. As the joke now goes, what’s the difference between Portugal and Ireland? Five letters and six months.

    Anyway, I notice now that you are under pressure to accept a bailout but your politicians are claiming to be determined not to take it. It will, they say, be over their dead bodies. In my experience that means you’ll be getting a bailout soon, probably on a Sunday. First let me give you a tip on the nuances of the English language. Given that English is your second language, you may think that the words ‘bailout’  and ‘aid’ imply that you will be getting help from our European brethren to get you out of your current difficulties. English is our first language and that’s what we thought bailout and aid meant. Allow me to warn you, not only will this bailout, when it is inevit-ably forced on you, not get you out of your current troubles, it will actually prolong your troubles for generations to come.

    For this you will be expected to be grateful. If you want to look up the proper Portuguese for bailout, I would suggest you get your English-Portuguese dictionary and look up words like: moneylending, usury, subprime mortgage, rip-off. This will give you a more accurate translation of what will be happening you. (…)”


Tradução de Inglês para Português

"Querido Portugal, esta é a Irlanda aqui. Eu sei que nós não conhecemos muito bem, embora eu ouço alguns dos nossos colaboradores são para baixo com você montar para fora da recessão.

     Eles poderiam estar lá por um tempo. Enfim, eu não quero me intrometer, mas eu andei lendo sobre você nos jornais e parece-me que eu poderia ser capaz de lhe oferecer um pouco de aconselhamento sobre onde você está eo que está por vir. Como a brincadeira vai agora, qual é a diferença entre Portugal ea Irlanda? Cinco letras e seis meses.

     Enfim, percebo agora que você está sob pressão para aceitar um resgate, mas os políticos estão dizendo ser determinada a não tomá-lo. Será, dizem, será sobre os seus corpos mortos. Na minha experiência, isso significa que você estará recebendo uma ajuda em breve, provavelmente em um domingo. Primeiro deixe-me dar uma dica sobre as nuances do idioma Inglês. Dado que o Inglês é a sua segunda língua, você pode pensar que 'ajuda' as palavras e "ajuda" significa que você estará recebendo a ajuda de nossos irmãos europeus, para te tirar das suas dificuldades actuais. Inglês é a nossa primeira língua e isso é o que nós pensamos de resgate e ajuda significava. Permita-me avisá-lo, não só esta ajuda, quando é inevitavelmente, obrigado a você, nem tirá-lo de seus problemas atuais, ele vai realmente prolongar os seus problemas para as gerações vindouras.

     Para isso, você vai esperar para ser grato. Se você quiser procurar o Português correcto para a ajuda, eu sugeriria que você começa o seu Inglês-Português dicionário e procurar por palavras como: emprestar dinheiro, hipotecas, a usura do subprime, rip-off. Isto lhe dará uma tradução mais exata do que vai acontecer-lhe. (...) "
Publicada por TOP SECRET em 13:56 Sem comentários:
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EM TALHE DE FOICE


Ao ler esta notícia logo me saltou à memória "uma frase batida"
Se a moda pega, veremos instituições do estado que pouco ou nada produzem a fechar umas por falta de verba, outras por falta de trabalho.
Não vejo isso como um mal da nossa sociedade mas sim uma sociedade mal instruída que vivendo ás custas do estado não sabe não quer nem lhe dá jeito que a crise passe.
A culpa essa é sempre do mesmo “do outro” o nosso espelho está quebrado e como tal durante a “geração de ouro” do tempo do cavaquismo que camiões TIR entravam em Portugal com carregamentos de milhões de euros que hoje julgo que foram unicamente os camiões (alugados) para o efeito porque o dinheiro circulou em contas que aos poucos sempre que vai morrendo um desses políticos que nos enterrou se vai descobrindo as vigarices que fizeram.
Admiram-se que não se vejam propostas na toponímia das cidades/vilas/aldeias de nomes de politico a serem colocadas em rotundas, avenidas, ruas ou esquinas.
Unicamente na lápide e em tom debatido, “foi um bom homem”
Acreditar nesta classe que nos governa e em tantos outros que famintos espreitam, podem tirar o cavalinho da chuva, o que se vai ver é um rolar de cadeiras, mais e mais nomeações, mais e mais reformados sem tempo mas com boas reformas e mais do mesmo.


Funcionários do ICNB obrigados a sair antes das 19h00

por Rosa Ramos, Publicado em 31 de Março de 2011  |  

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Os funcionários do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) são obrigados a abandonar as instalações antes das 19h00, para poupar electricidade. Esta é só uma das medidas que constam de um despacho interno que o presidente do instituto fez chegar aos trabalhadores. O objectivo de Tito Rosa é poupar dinheiro e conseguir gerir o orçamento que o Ministério das Finanças atribuiu ao ICNB.
 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Fica aqui uma passagem de alguém que manda e que assume que depois de determinada hora nada se faz.
Pergunto será que podemos ver até à data quantas horas extraordinárias pagou este senhor que hoje manda fechar o estabelecimento? Gostava de ver ….
Publicada por TOP SECRET em 13:46 Sem comentários:
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Silêncio e perfeição

Silêncio e perfeição

É quase uma regra dizer-se que para se ver perto há que ver longe. Esta simples frase pode remeter-nos para
Por:Seruca Emídio, presidente da Câmara de Loulé


De igual forma, pode ajudar-nos a olhar outras sociedades, civilizações e povos que, por tão distantes, até parece que nada temos a aprender com a sua cultura e a sua organização. Não me parece que seja o caso do Japão. Numa situação de catástrofe que a humanidade jamais esquecerá – um sismo, um maremoto e um desastre nuclear – uns conseguem reagir em ‘silêncio’ e com a ‘perfeição’ possível.
Atribuo essa atitude a três ordens de razões: a uma grande dose de ‘paciência’ e ‘contenção’, pouco observada na cultura ocidental; uma grande dose de ‘altruísmo’, isto é, a capacidade de pôr o interesse colectivo acima do individual; e uma grande dose de ‘respeito pela hierarquia’, pois acreditando nos responsáveis, valorizam os seus representantes em todos os níveis da sociedade e da organização política. Se não é um bom exemplo, então o que é?
Publicada por TOP SECRET em 13:28 Sem comentários:
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quarta-feira, 30 de março de 2011

Dilma quer ajudar Portugal mas precisa de garantias

29.03.2011 - 21:20 Por Mariana Oliveira

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse esta terça-feira ao final da tarde que quer ajudar Portugal, mas precisa de garantias para poder comprar títulos.
<p>Dilma diz que Brasil e Portugal têm uma relação umbilical</p> Dilma diz que Brasil e Portugal têm uma relação umbilical
 (Sérgio Azenha)

"O Brasil tem compromisso com Portugal e sempre vai ter. Temos investimentos de Portugal no Brasil e temos investimentos do Brasil em Portugal”, disse Rousseff à entrada da Quinta Das Lágrimas, depois de visitar a Universidade de Coimbra.

Mas a sucessora de Lula da Silva explicou que é necessário cumprir os requisitos do Banco Central brasileiro para compra de títulos de dívida, que exigem que os títulos sejam AAA. Neste momento, a classificação de Portugal pela agência de ratings Standard & Poor`s é de BBB-.

“A única alternativa que nós vemos para esse caso é a possibilidade de comprar títulos que não são triple A [mas] com garantia. Ou garantia real ou de algum activo que supra essa deficiência. Isso vai depender de negociação”, explicou Dilma.

Mas a Presidente insistiu que quer ajudar. “Nós queremos ajudar”, disse Dilma, acrescentando que “Portugal não é um parceiro qualquer do Brasil”. “Portugal é uma economia da União Europeia, mas é também um país com o qual nós temos uma ligação umbilical no sentido literal da palavra, culturalmente falando, por causa dos Descobrimentos.”

E comprometeu-se: “Nós iremos fazer tudo o que for possível para ajudar Portugal, dentro da nossa legislação.”
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"Portugal terá de reestruturar a sua dívida"

Mercados já chegaram a essa conclusão

Barry Eichengreen: "Portugal terá de reestruturar a sua dívida"

30.03.2011 - 07:38 Por Ana Rita Faria

A revista Economist considerou-o um dos cinco economistas com ideias mais importantes para o mundo pós-crise, lado a lado de Raghuram Rajan, Robert Shiller, Kenneth Rogoff e Nouriel Roubini.

Para o norte-americano Barry Eichengreen, que foi consultor do FMI no final dos anos 90, a Grécia, a Irlanda e Portugal vão ter de fazer haircuts (corte no montante da dívida), de preferência com garantias colaterais do fundo de resgate do euro. O professor da Universidade de Berkely, na Califórnia, diz que não podem ser só os contribuintes a pagar a factura do ajustamento orçamental.

Portugal vai conseguir evitar um resgate da UE e do FMI?
Duvido muito. A questão não é se consegue evitar, mas quando será esse resgate.

Mas recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) será suficiente para resolver os problemas de Portugal e também da Grécia ou da Irlanda?
Acrescentar mais dívida ao FEEF em cima de dívida já existente não vai, por si só, resolver o problema. Uma solução duradoura requer também a reestruturação de dívidas que são insustentáveis (o que inclui a dívida da Grécia, da Irlanda e de Portugal).

Teremos, então, de reestruturar a dívida?
Tornou-se claro que Portugal, tal como a Grécia e a Irlanda, terá de reestruturar a sua dívida. Os mercados, ao penalizarem os títulos de dívida portugueses como o têm feito, indicam que já chegaram à mesma conclusão. Usar dinheiro do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira e do Fundo Monetário Internacional para "adocicar" o acordo com os detentores de obrigações, de modo a fazer esta reestruturação da forma mais ordeira possível, seria melhor do que outro empréstimo de resgate, como os empréstimos iniciais à Grécia e à Irlanda, que negam a necessidade de reestruturação. Não podemos ser bem-sucedidos a fazer uma desvalorização interna (reduzindo salários, pensões e outros custos), num país altamente endividado, se deixarmos intocado o valor da dívida. Esta é a contradição fundamental que está no âmago das actuais dificuldades europeias.

Mas a reestruturação da dívida não coloca o risco de contágio dentro da zona euro?
Uma reestruturação da dívida feita como deve ser e tranquilizando os investidores de que a Europa está, finalmente, a pôr a crise para trás das costas, não tem de ser uma fonte de contágio.

O que devia a Europa fazer para eliminar esse risco de contágio? Os países deveriam, por exemplo, reestruturar a dívida ao mesmo tempo?
Seria ideal ter a Grécia, Portugal e Irlanda a renegociar a dívida em simultâneo, embora a capacidade de a União Europeia (UE) orquestrar isto seja questionável.

A Espanha também estaria envolvida nesse processo?
Do meu ponto de vista, a Espanha é um caso diferente, não só por ter um nível menor de dívida, mas porque metade do seu sistema bancário está nas mãos de dois grandes bancos, que têm a maior parte dos seus negócios fora da Europa e, por isso, estão numa posição financeira mais forte.

Acha que é possível criar um consenso na Europa sobre a necessidade de aqueles países reestruturarem a dívida?
Eventualmente, os mercados irão forçar a isso, provavelmente já no Verão, se as autoridades europeias, começando pela chanceler alemã Angela Merkel, não o fizerem.

Que tipo de reestruturação da dívida pode ser feita?
Em primeiro lugar, os governos têm de reiterar o seu compromisso com o rigor orçamental no futuro. Em segundo, devem oferecer aos investidores um menu de novas obrigações em troca dos seus títulos antigos. Alguns irão manter a quantia principal inalterada, mas a taxa de juro será reduzida e a maturidade será alargada. Os bancos irão, provavelmente, preferir esta alternativa, de modo a não serem obrigados a registar perdas nos seus balanços. Noutros casos, os títulos serão reduzidos a metade, mas terão maturidades mais reduzidas e serão facilmente vendidos. Os fundos de investimento irão, provavelmente, preferir esta solução. O FEEF poderá fornecer garantias colaterais a estas novas obrigações, garantindo que são seguras, o que encorajaria os investidores a aceitar este acordo.


O que os testes de stress que estão a ser aplicados à banca devem supostamente identificar é precisamente esse risco. Espero que estes testes sejam agora feitos de uma maneira mais séria e credível do que da última vez, embora tenha dúvidas acerca disso. A testes de stress realistas, que incluem cenários realistas de reestruturação dos títulos de dívida, deveria juntar-se a injecção de fundos públicos para fortalecer os bancos mais fracos. O problema é que em países como a Alemanha há uma discussão em curso sobre quem deve pagar pela injecção de capital: os Estados, o governo federal ou outra entidade. A Alemanha tem de se apressar e tomar decisões.

Num artigo recente, avisou de que estamos a caminho de uma nova crise financeira, que seria precipitada pelo aumento das taxas de juro nos EUA. Quando é que isso irá acontecer e que países serão afectados?
Os mercados emergentes, que estão agora a receber os últimos fluxos de capital dos países avançados, irão assistir a uma reversão desses fluxos, o que irá deixar os seus bancos e mercados financeiros em sérias dificuldades - pelo menos naqueles países emergentes que estão menos preparados. Quando isso pode acontecer? Quando a Fed aumentar as taxas de juro. Suspeito que começará a fazê-lo em 2012. Por isso, é melhor prepararmo-nos.
Publicada por TOP SECRET em 16:19 Sem comentários:
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terça-feira, 29 de março de 2011

Quatro em cada 10 empresas tem programas de facturação que serão ilegais a partir de 2011

Lembra-se deste artigo? “Quais os programas de facturação certificados pelas Finanças?“. Pois a lista de empresas com os programas de contabilidade que usam para facturar já devidamente certificados pelas finanças continua exígua. Segundo os media, há ainda 40% das empresas que não possuem neste momento um programa aprovado. Quando é que a obrigação entra em vigor? A 1 de Janeiro de 2011. Depois disso as facturas emitidas por programas não aprovados estarão fora da lei.
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segunda-feira, 28 de março de 2011

IRS 2011 e IRS 2012: novas exigências nas facturas de despesas dedutíveis (act. IV)

Tem os filhos numa escola privada? Vai com eles a um médico particular? Tem de lhes comprar material escolar?

Admitindo que está numa destas situações que cuidados deverá ter com as facturas que comprovam a aquisição destes bens e serviços, atendendo às novas regras do IRS?

Tal como temos alertado aqui (veja ao artigo: “IRS: a inscrição de todos os dependentes nas Finanças é obrigatória já em 2011”), quem tem dependentes, ascendentes, colaterais e demais beneficiários deve assegurar que lhes seja atribuído um número de contribuinte até a momento anterior à entrega da declaração anual de IRS. Ou seja, se pertence à primeira fase (veja aqui o “Calendário de Entrega da Declaração Anual de IRS em 2011”) deverá despachar-se pois o prazo de entrega para as declarações em papel esgota-se no final do mês de Março.  Por outro lado, passa a se obrigatório que as facturas contenham a identificação fiscal do beneficiário do produto ou serviço dedutível ou do sujeito passivo, ou seja, no caso da factura do colégio, ou do pediatra ou dos material escolar, o nome e número de contribuinte que lá devem constar pode ser o do dependente (mesmo que seja um bebé).
Note-se que em 2011 (para despesas de 2010) as Finanças admitem que as facturas recolhidas caso estejam incompletas possam ser preenchidas à mão com o nome e número de contribuinte adequado. Espera-se, por outro lado, que as facturas emitidas em 2011, potencialmente inspeccionadas em 2012, já tenham que ser integralmente preenchidas no acto de emissão (ver desenvolvimentos nas Adendas em baixo).
Se já tem facturas de 2011 que não respeitem estas novas obrigações, talvez seja do seu interesse pedir uma segunda via já contendo o nome e número de contribuinte correcto e completo, poderá dessa forma evitar dissabores futuros. Para já, não é inteiramente claro o entendimento das Finanças (veja as Adendas mais abaixo).
Para informação mais precisa, não deixe de consultar o Código do IRS, nomeadamente o seu artigo 78º  (Deduções à Colecta) que aqui se referencia (clique aqui para ler).

ADENDA: O jornal Público (ver notícia) pediu esclarecimentos adicionais às Finanças para que o Ministério esclareça inequivocamente como devem ser preenchidas as facturas em que o beneficiário seja, por exemplo, um menor, ou seja, o que é que é é efectivamente considerado indispensável para identificar o cliente no acto de emissão da factura. Até surgir o esclarecimento das Finanças, há margem para dúvidas. Recorda-se aqui uma outra notícia sobre o assunto, do Diário Económico.

ADENDA II: Surgiu entretanto um esclarecimento das Finanças que aponta para a não necessidade de se indicar o Número de Identificação Fiscal nas facturas caso estas sejam passadas em nome de beneficiários que não sejam o sujeito passivo de IRS. Pelo menos é o que depreendemos deste excerto de uma outra notícia do Diário Económico:
” (…) Em esclarecimento enviado à Lusa, a Direcção Geral das Contribuições e Impostos (DGCI) informa ainda que passa também a ser obrigatória “a identificação, em factura emitida nos termos legais, do sujeito passivo ou do membro do agregado a que se reportem, nos casos em que envolvam despesa”.
O organismo afecto ao Ministério das Finanças explica que, neste último caso, não há obrigatoriedade de identificação fiscal.
“O que se exige é que as facturas sejam, pelo menos, emitidas em nome do sujeito passivo ou membro do agregado familiar a que se reportam”, precisa, recordando que este é já “o procedimento seguido pela administração fiscal em matéria de análise das provas documentais associadas a despesas invocadas pelos contribuintes nas suas declarações fiscais”(…)”
ADENDA III: Fomos consultar o Código do IVA (CIVA) para confirmar quais as regras para a emissão de facturas e no artº 36º “Prazo de emissão, formalidades das facturas e documentos equivalentes” encontrámos o número nº 5 alinea a que dispõe o seguinte:
” (…) 5 – As facturas ou documentos equivalentes devem ser datados, numerados sequencialmente e conter os seguintes elementos:
a) Os nomes, firmas ou denominações sociais e a sede ou domicílio do fornecedor de bens ou prestador de serviços e do destinatário ou adquirente, bem como os correspondentes números de identificação fiscal dos sujeitos passivos de imposto; (…)”
Daqui se depreende que a identificação com nome e NIF do destinatário ou adquirente são obrigatórias mas provavelmente apenas caso a factura seja emitida em nome de um sujeito passivo. Note-se que é legítimo duvidar se a emissão em nome de um beneficiário que não fosse um sujeito passivo tenha ocorrido ao legislador do Código o IVA. Um dependente num agregado familiar não é sujeito passivo de imposto.
Em todo o caso, podemos considerar que as Finanças ao admitirem como boas facturas nas quais não constassem estes elementos (em sede de IRS) estaria a ”fazer vista grossa”. Agora, as Finanças propõem-se exigir mais rigor mas, aparentemente, continuará a admitir “deixar passar” facturas em que falte apenas o NIF caso delas conste o nome, por exemplo, de um dependente. Em suma, esta é uma situação muito ambígua. O que parece certo é que, para defesa completa dos contribuintes (emissor e receptor de facturas), talvez seja mesmo conveniente observar o que diz o CIVA. É pelo menos esta an ossa opinião que vale oque vale.
Publicada por TOP SECRET em 10:59 Sem comentários:
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Calendário e prazo de entrega do IRS em 2011

Segundo o  Ministério das Finanças e o Orçamento de Estado para 2011, os prazos de entrega da declaração anual do IRS em 2011 (relativo a rendimentos de 2010) serão diferentes face ao que vem sendo habitual, traduzindo-se, na prática, numa redução do tempo disponível para efectuar a entrega das declarações.
Os prazos serão distribuidos da seguinte forma:

  • Trabalhadores que auferem rendimentos exclusivamente por conta de outrem e/ou pensões: 
    •  Entrega em Papel:            Março de 2011
    • Entrega pela Internet:          Abril de 2011

  • Trabalhadores Independentes e restantes casos não previstos na situação anterior: 
    • Entrega em Papel:             Abril de 2011
    • Entrega pela Internet:      Maio de 2011
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Jornal de Negócios por António Larguesa   09:08

Merkel e Sarkozy perdem eleições internas

A força dos líderes políticos da Alemanha e da França no contexto europeu vai perdendo reflexo ao nível da política interna, tendo o ..
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Jornal de Negócios por Jornal de Negócios Online   08:02

Revista de imprensa diária

Resumo das notícias económicas mais importantes da imprensa diária Portugal deve tanto a Espanha como à Alemanha e à França, juntas ..
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Jornal de Negócios por Rui Peres Jorge   00:17

Portugal deve tanto a Espanha como à Alemanha e à França, juntas

A dívida privada e pública aos bancos espanhóis equivale a 45% do PIB português de 2010nn Portugal deve à banca espanhola qualquer ..
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Lei autoriza Estado a gastar (muito) mais já em Abril

Lei autoriza Estado a gastar (muito) mais já em Abril

Ontem
Lei autoriza Estado a gastar (muito) mais já em Abril

Numa altura em que o discurso político vai no sentido da conter custos, Governo aumenta os montantes que podem ser gastos por ajuste directo e sem concurso público.
Ministros, autarcas e directores-gerais, a partir de Abril todos estão autorizados a gastar mais dinheiro. No caso dos presidentes de câmara, o montante dos contratos que podem decidir por ajuste directo pode chegar aos 900 mil euros (até agora o máximo era 150 mil). Isto porque na véspera do debate parlamentar sobre a quarta versão do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), que incluiu cortes nas pensões e nos benefícios sociais, o Governo fez publicar em Diário da República o Decreto-Lei 40/2011, que estabelece as novas regras para autorização de despesas com os contratos públicos.




 

DL 40-2011.pdfDL 40-2011.pdf
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domingo, 27 de março de 2011

Bom Dia, Com Paz e Alegria! Chegou a Primavera

Bom Dia,
Com Paz e Alegria!
Chegou a Primavera
 E...

QUANDO OS SÓCRATES FOREM APENAS FILÓSOFOS;
OS ALEGRES, APENAS CRIANÇAS;
OS CAVACOS,APENAS INSTRUMENTOS MUSICAIS;
OS PASSOS, APENAS OS DE DANÇA;
OS LOUÇÃS, APENAS ERROS ORTOGRÁFICOS;
OS JERÓNIMOS, APENAS MONUMENTOS NACIONAIS
E PORTAS, APENAS AS DE ABRIR E FECHAR...

 
VOLTAREMOS
A SER A FELIZES!
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sábado, 26 de março de 2011

A culpa é do PSD?

[Picado daqui]

 

[Picado daqui]

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sexta-feira, 25 de março de 2011

Decreto-Lei n.º 39/2011. D.R. n.º 56, Série I de 2011-03-21
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social
Regula o regime e o funcionamento das instituições da segurança social e aspectos específicos da sua orgânica.

Decreto-Lei n.º 40/2011. D.R. n.º 57, Série I de 2011-03-22
Ministério das Finanças e da Administração Pública
Estabelece o regime da autorização da despesa inerente aos contratos públicos a celebrar pelo Estado, institutos públicos, autarquias locais, fundações públicas, associações públicas e empresas públicas.

Portaria n.º 112-A/2011. D.R. n.º 57, Suplemento, Série I de 2011-03-22
Ministérios das Finanças e da Administração Pública e da Justiça
Vincula vários serviços e organismos do Ministério das Finanças e da Administração Pública à jurisdição do Centro de Arbitragem Administrativa.


Portaria n.º 115/2011. D.R. n.º 59, Série I de 2011-03-24
Ministérios das Finanças e da Administração Pública e do Trabalho e da Solidariedade Social
Procede à actualização anual das pensões de acidentes de trabalho.
Publicada por TOP SECRET em 23:12 Sem comentários:
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A geração dos meus pais não foi uma geração à rasca.


Foi uma geração com capacidade para se desenrascar.
Numa terriola do Minho as condições de vida não eram as melhores. Mas o meu pai António não ficou de braços cruzados à espera do Estado ou de quem quer que fosse para se desenrascar. Veio para Lisboa, aos 14 anos, onde um seu irmão, um pouco mais velho, o Artur, já se encontrava. Mais tarde veio o Joaquim, o irmão mais novo. Apenas sabendo tratar da terra e do pastoreio, perdidos na grande e desconhecida Lisboa, lançaram-se à vida. Porque recusaram ser uma geração à rasca fizeram uma coisa muito simples. Foram trabalhar..
Não havia condições para fazerem o que sabiam e gostavam.
Não ficaram à espera. Foram taberneiros. Foram carvoeiros. Fizeram milhares de bolas de carvão e serviram milhares de copos de vinho ao balcaão. Foram simples empregados de tasca. Mas pouparam. E quando surgiu a oportunidade estabeleceram-se como comerciantes no ramo. Cada um à sua maneira foram-se desenrascando.
Porque sempre assumiram as suas vidas pelas suas próprias mãos.
Porque sempre acreditaram neles próprios.
E nós, eu e os meus primos, nunca passámos por necessidades básicas.
Nós, eu e os meus primos, sempre tivémos a possibilidade de acesso ao ensino e à formação como ferramentas para o futuro. Uns aproveitaram melhor, outros nem tanto, mas todos tiveram as condições que necessitaram. E é este o exemplo de vida que, ainda hoje, com 60 anos, me norteia e me conduz.
Salvaguardadas as diferenças dos tempos mantenho este espírito.
Não preciso das ajudas do Estado. Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.
Não preciso das ajudas da família que também têm as suas próprias vidas.
Não preciso das ajudas dos vizinhos e amigos. Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.
Preciso de mim.
Só de mim. E, por isso, não sou, nunca fui, de qualquer geração à rasca. Porque me desenrasco. Porque sempre me desenrasquei.
O mal desta auto-intitulada geração à rasca é a incapacidade que revelam.
Habituados, mal habituados, a terem tudo de mão beijada.
Habituados, mal habituados, a não precisarem de lutar por nada porque tudo lhes foi sendo oferecido.
Habituados, mal habituados, a pensarem que lhes bastaria um canudo de um qualquer curso dito superior para terem garantida a eterna e fácil prosperidade. Sentem-se desiludidos.
E a culpa desta desilusão é dos "papás" que os convenceram que a vida é um mar de rosas.
Mas não é.
É altura de aprenderem a ser humildes.
É altura de fazerem opções. Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não encontram emprego "digno". Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não conseguem ganhar o dinheiro que possa sustentar, de imediato, a vida que os acostumaram a pensar ser facilmente conseguida. Experimentem dar tempo ao tempo, e entretanto, deitem a mão a qualquer coisa. Mexam-se.
Trabalhem.

Ganhem dinheiro.

Na loja do Shopping.
Porque não ? Aaaahhh porque é Doutor... Doutor em loja de Shopping não dá status social. Pois não. Mas dá algum dinheiro. E logo chegará o tempo em que irão encontrar o tal e ambicionado emprego "digno". O tal que dá status.
O meu pai e tios fizeram bolas de carvão e venderam copos de vinho.
Eu, que sou Informático, System Engineer, em alturas de aperto, vendi bolos, calças de ganga, trabalhei em cafés, etc. E garanto-vos que sou hoje muito melhor e mais reconhecido socialmente do que se sempre tivesse tido a papinha toda feita.
Geração à rasca ?
Vão trabalhar que isso passa. 

João Barbosa escreveu este texto que vos deixo, no seu blog "As minhas Opiniões"
Publicada por TOP SECRET em 22:08 1 comentário:
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Portugal a saque...



Armando Vara
Ex-vice-presidente do BCP Armando Vara
Publicação: 25-03-2011 18:48   |  Última actualização: 25-03-2011 18:48

O antigo vice presidente do BCP Armando Vara, que saiu do banco no verão de 2010 devido ao alegado envolvimento no processo Face Oculta, recebeu 562 mil euros de indemnização, a que se somam aos 260 mil euros de remuneração fixa.


Armando Vara recebeu indemnização de 562 mil euros para sair do BCP 

Vara suspendeu as suas funções no maior banco privado português em Novembro de 2009, quando o seu nome foi ligado ao processo Face Oculta, que se prende com alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com o negócio da sucata e que tem 36 arguidos.
 
Apesar de não ter exercido qualquer actividade no BCP desde o final de 2009, Vara recebeu um total de 822 mil euros do banco em 2010, um valor que supera, inclusive, os 647 mil euros auferidos pelo presidente Carlos Santos Ferreira.

No total, os nove administradores (oito, excluindo Vara) do BCP receberam 4,1 milhões de euros no ano passado, parte dos quais relativos à remuneração fixa no banco e, numa proporção muito menor, relativos à remuneração relacionada com empresas participadas.

No relatório do governo societário de 2010 hoje enviado pelo BCP à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco explicou que o contrato de cessação do vínculo de Vara à instituição foi celebrado "exclusivamente no interesse da sociedade e protecção da imagem do banco".

E justificou que esta indemnização corresponde às remunerações fixas que seriam recebidas Vara até ao termo previsto para o exercício de funções para as quais foi eleito no início de 2008.

Vara é arguido no processo Face Oculta, sendo acusado de três crimes de tráfico de influências.

No que toca aos restantes administradores do BCP:
Paulo Macedo auferiu 545 mil euros;

Vítor Lopes Fernandes ganhou 520 mil euros;
José Guilherme, Nelson Machado, Luís Pereira Coutinho e Miguel Maya receberam 455 mil euros cada; e, António Ramalho, que entrou para vogal daquele órgão em 12 de abril de 2010, 260 mil euros.

Já os 13 membros do conselho geral e de supervisão do BCP receberam, no total, 860 mil euros no ano passado (António Mexia, presidente da EDP, não recebeu qualquer montante pelas funções desempenhadas), com o presidente Luís de Melo Champalimaud a liderar a tabela com um vencimento de 180 mil euros.

Lusa



Publicada por TOP SECRET em 19:38 Sem comentários:
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