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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Professores vão aprender a gerir conflitos

Educação

Professores vão aprender a gerir conflitos

06.10.2010 - 08:00 Por Graça Barbosa Ribeiro

Projecto de formação resulta de um protocolo entre o Ministério da Educação e a Universidade de Coimbra.
Em cada edição serão formados três grupos de 15 docentes de três escolas
Em cada edição serão formados três grupos de 15 docentes de três escolas
(Foto: Carla Carvalho Tomás/arquivo)

A formação de 225 professores para a prevenção da violência e gestão de conflitos nas escolas é o objecto do protocolo de cooperação hoje celebrado entre o Ministério da Educação e a Universidade de Coimbra. Uma medida que João Amado, coordenador científico do curso e investigador na área da indisciplina escolar, considera "essencial, embora insuficiente".

"Desde que comecei a trabalhar nesta área, no início dos anos 90, a indisciplina (entendida num sentido lato) não só aumentou como se generalizou. Hoje não se confina a uma ou outra escola dita problemática e tem, na maior parte das vezes, raízes nas famílias dos alunos, umas vezes por estas serem desestruturadas, outras porque são cada vez mais permissivas e menos capazes de incutir regras nas crianças", considera Amado.

É naquele contexto que o investigador da Faculdade de Psicologia sublinha a necessidade de o Ministério da Educação complementar a acção de formação de professores com outras medidas, "como a contratação de psicólogos, de assistentes sociais e de auxiliares em número suficiente e com formação em mediação de conflitos".

Funcionando como um projecto-piloto neste ano lectivo, o curso sobre Violência e Gestão de Conflitos na Escola será ministrado por docentes da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra a 225 professores de 15 escolas indicadas pelo Ministério da Educação. A formação, contudo, não será conjunta, mas feita de forma sucessiva, ao longo de cinco edições.

Segundo João Amado, em cada edição serão formados três grupos de 15 docentes de três escolas. Por estabelecimento de ensino, cinco professores farão um curso de três meses e dez colegas um curso de um mês. O objectivo é que, no fim do ciclo de formação, os 15 docentes de cada escola estejam aptos a funcionar como uma equipa e a concretizar o projecto de prevenção da violência desenvolvido durante o curso, explica.

Henrique Madeira, vice-reitor responsável pelo projecto ED.UC (Ensino à Distância da Universidade de Coimbra), acredita que este curso, acreditado pelo Conselho Científico-Pedagógico de Formação Contínua de Professores, será aberto à generalidade dos docentes em 2011-2012. Este ano a oferta formativa é "esgotada" pelos docentes indicados pelo ministério, junto do qual o PÚBLICO não conseguiu apurar quais as escolas envolvidas e como foram seleccionadas.

NO COMENT..


António da Costa Gomes , Braga. 06.10.2010 09:49

UNS DÃO EMPREGO A OUTROS....

Mais um curso de formação de...... professores ou educadores? Os nossos ME sempre foram pródigos em inovação... sempre para pior e por oportunismo. Uma das últimas forma as "novas oportunidades" que não servem para nada para a queles que as concretizaram e serviram para alguma coisa para os que as promoveram e ministraram. Já assim foi há 20 anos com os DESE e quejandos. Serviram- e ainda bem- para subir ao décimo escalão; não serviram para aumentar as qualificações profissionais dos docentes; serviram para dar trabalho a umas centenas largas de docentes universitários. Esta, agora, da formação de docentes para "lidar com a violência nas escolas" também é muito gira: o docente, em vez de ensinar (não vale a pena dizer educar) passa os poucos minutos de aula a resolver conflitos. Conflitos? Mais uma homónimo de "má educação", de "não saber estar" nem numa sala de aulas, nem na rua, nem num jogo de futebol, nem numa estrada, nem no seio da sociedade.... Só provoca conflitos: foi isto que a nossa sociedade permissivista comunicou, sobretudo pelo exemplo negativo, ao candidato a cidadão. E, mais uma vez, É AO PROFESSOR QUE COMPETE DIRIMIR O CONFLITO. Não devia ser a um juiz? Somos um ...


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