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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Orquestração - Vai chegar a Portugal...


Política

Orquestração

João Paulo Guerra
08/10/10 00:05


Comunidade

Em França, no auge da contestação nas ruas às medidas de austeridade e a corrupção no governo, eis que surgiram notícias sobre a iminência de atentados terroristas no país.

Parou tudo, inclusive os protestos nas ruas, quando uma alegada ameaça anónima apontou para a Torre Eiffel. Na Alemanha, dias depois de um ministro ter declarado que não via qualquer razão para reforçar o estado de alerta do país contra o terrorismo, supostas ameaças anónimas levaram o governo a mudar de ideias. Em Londres, a agência de espionagem britânica, descobriu de repente «um plano terrorista contra cidades europeias», ao mesmo tempo que milhões de desempregados e cidadãos atingidos nos seus direitos pela austeridade manifestavam nas ruas da Europa o seu descontentamento. Em Israel, uma conferência mundial de antiterrorismo anunciou que os terroristas estão a equipar-se com arsenais nucleares.

Em Portugal, apesar de o país não ter sido referenciado como alvo de atentados terroristas, os serviços secretos, após trocas de informações com os seus congéneres europeus e norte-americanos, decidiram intensificar a caça a alegados suspeitos terroristas que, supostamente, se poderão refugiar em mesquitas em território nacional. O anúncio, muito naturalmente, surgiu em cima das notícias sobre as medidas de austeridade e a convocatória de uma greve geral. Depois da patranha das armas de destruição maciça no Iraque, a orquestra da manipulação volta a actuar com novo reportório, a suite "deixem-se lá de manifestações contra a austeridade e preocupem-se com o terrorismo". A vigilância sobre mesquitas acrescenta ao programa a partitura de uma "tocata e fuga para xenofobia e reforço das fronteiras".

De futuro, as receitas do FMI vêm já com a declaração do estado de sítio.

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